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Anne Carson vence Nobel de Literatura e brinca: “Todos estão loucos”

Anne Carson. (Foto: Divulgação/Chad Penninngton)

A brilhante escritora Anne Carson tem oito livros publicados no Brasil, a começar pelo “O método Albertine”.

(Foto: Divulgação/Chad Penninngton)

O Nobel de Literatura de 2026 é da canadense Anne Carson. Ela sucede o húngaro László Krasznahorkai, vencedor em 2025, e se torna a 19ª mulher laureada com o Nobel de Literatura. A escritora de 76 anos faturou 12 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6 milhões).

Segundo a Academia Sueca, Anne Carson foi escolhida “por sua obra ousada e inventiva que, em diálogo lúdico com a tradição clássica, criou novas formas para a literatura contemporânea”.

Carson tem 76 anos e convive com Parkinson. A doença, porém, não impede a profissional de inspirar novos talentos na literatura. Ela é conhecida por implodir as fronteiras entre os gêneros literários e transitar com invejável liberdade pela narrativa, pela poesia e pelo ensaio.

De maneira descontraída, a poeta disse nesta quinta-feira que os integrantes da Academia Sueca são “loucos” por terem escolhido ela como vencedor do Nobel de Literatura. “Loucos. Acho que eles são todos loucos… Bem, você sabe, é loucura”, afirmou Carson à emissora pública islandesa RÚV, pouco depois do anúncio.

Anne Carson lançou livros no Brasil

Anne Carson nasceu em 1950, em Toronto, no Canadá. Em 1981, a profissional publicou sua tese de doutorado em Estudos Clássicos, intitulada “Odi et Amo Ergo Sum”.

A autora identificou a etimologia das palavras como ponto de partida para todo o seu trabalho e demonstrou uma grande pluralidade ao longo da carreira.

A década de 1990 marcou a publicação de uma obra frequentemente apontada como a maior de Carson: “Autobiography of Red: A Novel in Verse (1998)”. O livro demonstra sua notável capacidade de atualizar a tradição literária clássica.

Anne Carson tem oito livros publicados no Brasil, a começar pelo “O método Albertine”. A obra mistura ensaio, crítica literária, tradução e poesia.

“Autobiografia do vermelho”, “Eros, o doce-amargo”, “Sobre aquilo em que eu mais penso”, “Falas curtas”, “A beleza do marido”, “Antigonick” e “Vidro, ironia e deus” foram os outros títulos divulgados no país.

Para a escritora e tradutora Adriana Lisboa, a produção de Anne Carson aproxima referências sofisticadas de sentimentos universais, como “a euforia do amor” e “a dor da perda”. São experiências íntimas que despertam admiração e apego de quem lê.

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