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Review: DJI Neo 2 corrige os principais problemas do primeiro modelo, mas ainda tem limites

NEO2 (Foto: DJI | Divulgação)

DJI adotou detecção omnidirecional e LiDAR frontal.

Foto: DJI | Divulgação

O DJI Neo 2 não tenta ser um drone profissional em miniatura. A proposta continua sendo outra: colocar uma câmera voadora na mochila de quem quer produzir vídeos, viajar ou registrar atividades sem precisar dominar controles complexos.

A segunda geração melhora justamente onde o primeiro Neo mais deixava dúvidas. Com 151 gramas, o modelo ganhou sensores de obstáculos mais completos, maior armazenamento interno, recursos de gestos e uma câmera capaz de gravar em 4K a até 60 quadros por segundo — chegando a 100 fps em câmera lenta em determinadas configurações.

O principal avanço, porém, não está apenas na imagem.

Sensores mudam a experiência

O Neo original era fácil de pilotar, mas sua proposta automática colocava o equipamento perto de árvores, paredes e obstáculos sem uma proteção tão sofisticada.

No Neo 2, a DJI adotou detecção omnidirecional e LiDAR frontal, tornando os modos automáticos mais confiáveis.

“O melhor novo recurso para mim é a prevenção omnidirecional de obstáculos, que reduz muito as chances de perder o Neo 2 em uma colisão acidental”, escreveu Sam Kieldsen, em review publicado pelo TechRadar.

Na prática, esse recurso faz diferença principalmente para quem usa tracking de pessoas, ciclismo, caminhada ou gravações em ambientes com obstáculos.

O drone também mantém a possibilidade de decolar e pousar na palma da mão e pode operar sem controle tradicional em parte dos usos. Com gestos, comandos de voz e modos automáticos, ele se aproxima mais de uma câmera pessoal voadora do que de um drone convencional.

Câmera melhora, mas não vira profissional

A câmera utiliza sensor CMOS de 1/2 polegada e grava vídeo em 4K. O armazenamento interno subiu para 49 GB, eliminando a necessidade imediata de cartão de memória — até porque o aparelho não possui slot microSD.

A qualidade é suficiente para redes sociais, viagens, vídeos familiares e produção casual de conteúdo.

Não é, porém, um substituto para modelos como Mini 4 Pro ou Mini 5 Pro quando o objetivo é fotografia avançada, maior alcance dinâmico ou controle profissional de imagem.

“O Neo 2 melhora o antecessor em praticamente todos os aspectos”, avaliou Nikita Achanta, do Tom’s Guide, destacando vídeo 4K/60 fps, sensores e armazenamento interno como os maiores avanços.

Autonomia ainda é o ponto fraco

A bateria continua sendo uma das principais limitações.

Dependendo das condições e do tipo de voo, a autonomia prática costuma ficar entre aproximadamente 15 e 20 minutos. Em dias com vento, uso constante de tracking ou manobras mais rápidas, esse tempo pode cair.

Por isso, o Fly More Combo faz mais sentido para quem pretende usar o drone com frequência. Uma única bateria limita bastante uma sessão de gravação.

O peso baixo também cobra seu preço quando o vento aumenta. O Neo 2 consegue lidar melhor com condições adversas do que seu tamanho sugere, mas não possui a mesma estabilidade de drones maiores.

Vale a pena?

Para quem quer começar, sim.

O Neo 2 é especialmente interessante para viagens, vídeos pessoais, redes sociais e pessoas que não querem carregar drone, controle, mochila e acessórios grandes.

Ele também é um salto considerável em segurança na comparação com a primeira geração.

“Uma grande evolução em relação ao Neo original e, provavelmente, o selfie drone definitivo para iniciantes”, avaliou a revista Stuff.

As limitações continuam claras: bateria curta, câmera abaixo dos modelos profissionais, ausência de microSD e desempenho inferior em vento forte.

Mas essa também é a lógica do produto. O Neo 2 não tenta substituir um Mini Pro. Ele quer ser o drone que você realmente leva com você.

Nota: 8,5/10

Pontos fortes: sensores omnidirecionais; 4K/60 fps; peso de 151 g; controle por gestos e voz; armazenamento interno de 49 GB; facilidade para iniciantes.

Pontos fracos: autonomia curta; ausência de microSD; câmera mais limitada em baixa luz; estabilidade inferior a drones maiores.

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