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Gatos ganham espaço nos lares brasileiros e população passa de 30 milhões

Gatos (Foto: Divulgação)

Felinos crescem mais rápido que cães e se adaptam à rotina de apartamentos.

Os gatos estão ganhando espaço nos lares brasileiros em ritmo superior ao dos cães. Dados consolidados pelo setor pet mostram que a população felina passou de 29,2 milhões para 30,8 milhões entre 2022 e 2023, crescimento de 5,5% em apenas um ano.

No mesmo período, o número de cães aumentou 2,8%, passando de 60,5 milhões para 62,2 milhões. Ao todo, o Brasil tinha 160,9 milhões de animais de estimação no levantamento, considerando também aves, peixes, répteis e pequenos mamíferos.

A mudança acompanha transformações no perfil das famílias e das cidades.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet), a verticalização dos centros urbanos, o aumento de pessoas vivendo sozinhas e famílias menores ajudam a explicar a presença cada vez maior dos pets dentro de apartamentos.

Nesse cenário, os gatos acabam se encaixando bem na rotina de espaços menores, mas isso não significa que precisem de menos cuidados.

Apartamento precisa ser preparado

O ambiente precisa permitir comportamentos naturais da espécie, como subir, observar, esconder-se, arranhar e explorar.

Diretrizes do Ministério do Meio Ambiente para alojamento de felinos destacam justamente a importância de esconderijos, espaços elevados e atividades de exploração para reduzir estresse e problemas de comportamento.

Telas em janelas e sacadas também são essenciais.

“O gato está atento a todos os movimentos ao seu redor. Quando ele vê algo se mexendo ele não pensa duas vezes e pula na direção do objeto. Não se preocupa se está no primeiro ou no vigésimo andar”, afirmou a médica-veterinária Alessandra Amarante, especialista em felinos, em orientação publicada pelo CRMV-SP.

Menos espaço não pode significar menos atividade

Um dos principais riscos em apartamentos é o sedentarismo.

Brinquedos, arranhadores, prateleiras, nichos e atividades que estimulem a caça ajudam a manter o animal ativo e reduzir o tédio.

“O fato dos felinos morarem em um apartamento não é fator determinante para ficarem obesos e sim a falta de atividade física, o excesso de comida e o fornecimento de alimentos inadequados para a espécie”, explicou Alessandra Amarante.

Também é importante manter acompanhamento veterinário mesmo quando o gato não sai de casa. Vacinação, vermifugação e check-ups continuam necessários.

O crescimento da população felina também movimenta o mercado. O setor pet brasileiro faturou R$ 75,4 bilhões em 2024, com alimentos industrializados respondendo por R$ 40,8 bilhões e produtos e serviços veterinários superando R$ 15 bilhões somados.

Hoje, há estatisticamente 1,8 animal de estimação por residência no Brasil, segundo dados reunidos pela Abempet.

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