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Crédito rural chega a R$ 107 bilhões nos três primeiros meses da safra

Agro (Foto: Ministério da Agricultura)

CPRs respondem por quase metade dos recursos contratados no período.

Foto: Ministério da Agricultura

O crédito rural destinado à agricultura empresarial somou R$ 107,1 bilhões entre julho e setembro de 2026, os três primeiros meses da safra 2026/2027. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura com base em informações do Banco Central e das registradoras de Cédulas de Produto Rural.

As CPRs responderam por R$ 50,3 bilhões, o equivalente a 46,9% do total. O custeio convencional movimentou outros R$ 36,4 bilhões.

As operações para comercialização chegaram a R$ 8 bilhões, enquanto o financiamento para industrialização somou R$ 5 bilhões. Os programas de investimento em máquinas, equipamentos, irrigação e modernização de propriedades atingiram R$ 7,4 bilhões.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirma que o crédito continua sendo uma das principais ferramentas para dar previsibilidade ao produtor.

“Mais investimento, mais produtividade e mais oportunidades para quem produz”, afirmou o ministro ao apresentar o Plano Safra 2026/2027.

Segundo ele, o financiamento não deve ser analisado apenas pelo volume disponível.

“A agricultura depende não apenas de crédito, mas também de estabilidade, previsibilidade e confiança”, declarou André de Paula.

Pronamp movimenta R$ 17,6 bilhões

Produtores enquadrados no Pronamp contrataram R$ 17,6 bilhões nos três primeiros meses da safra.

Ao todo, foram registrados 116.274 contratos de crédito rural na agricultura empresarial. A região Sul concentrou R$ 18,6 bilhões, seguida pelo Sudeste, com R$ 17,8 bilhões, e pelo Centro-Oeste, com R$ 12,7 bilhões.

O Plano Safra 2026/2027 prevê R$ 525,1 bilhões para agricultura empresarial. Desse total, R$ 384,9 bilhões são destinados a custeio e comercialização e R$ 140,2 bilhões a investimentos.

Nos três primeiros meses, R$ 20,4 bilhões foram concedidos por meio de linhas com juros equalizados. A programação anual chega a R$ 97,6 bilhões.

Os números iniciais mostram um mercado de crédito apoiado tanto nas linhas tradicionais quanto nas CPRs, que já representam quase metade dos recursos contratados no período.

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