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GOL suspende ao menos 11 rotas e oferece licença não remunerada a funcionários

Imagem da janela de avião (Foto: David Nascimento/ENM Agora)

Alta do querosene de aviação, que dobrou de preço e representa cerca de 40% dos custos operacionais, leva companhia a reduzir voos nacionais e internacionais

Foto: David Nascimento/ENM Agora

A GOL Linhas Aéreas anunciou a suspensão de pelo menos 11 rotas domésticas e internacionais em meio à alta do preço do querosene de aviação (QAV). A companhia também abriu programas voluntários de licença não remunerada e trabalho em tempo parcial para funcionários, em uma estratégia de ajuste de custos diante do encarecimento do combustível.

As mudanças atingem ligações entre cidades brasileiras e destinos no exterior. Parte das suspensões internacionais está prevista para fevereiro de 2027, enquanto os ajustes na malha doméstica também incluem alterações com início ainda em 2026.

Em comunicado, a empresa afirmou que o preço do combustível de aviação dobrou e passou a representar aproximadamente 40% de seus custos operacionais. O aumento pressiona o setor aéreo porque o querosene é uma das principais despesas das companhias e influencia diretamente a viabilidade econômica dos voos.

A GOL informou que continuará oferecendo alternativas de conectividade aos passageiros por meio de voos com conexão e parcerias com outras empresas. Segundo a companhia, sua rede conta com mais de 60 acordos de codeshare e interline, modalidades que permitem a comercialização e a integração de viagens entre transportadoras.

Quais voos internacionais serão suspensos?

Entre as rotas internacionais afetadas estão ligações com os Estados Unidos, o Paraguai, o Uruguai e a República Dominicana.A programação de cortes inclui voos de Brasília e Fortaleza para Orlando, além de ligações de Brasília e Belém para Miami. Também estão previstas suspensões de voos entre Fortaleza e Montevidéu, no Uruguai, e entre o Rio de Janeiro, pelo Aeroporto do Galeão, e Assunção, no Paraguai.

Outra rota afetada é a ligação entre São Paulo, pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, e Punta Cana, na República Dominicana.

Com as mudanças nas operações para a Flórida, Nova York deve permanecer como o único destino da GOL nos Estados Unidos, por meio da ligação entre o Galeão e o Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK). Essa operação utiliza aeronaves Airbus A330-200 alugadas da empresa espanhola Wamos Air.

Mudanças também atingem voos domésticos

A revisão da malha aérea alcança diferentes regiões do Brasil. Entre as ligações domésticas afetadas estão:

– São Paulo, pelo Aeroporto de Congonhas, para Ribeirão Preto e Palmas;

– Brasília para Goiânia;

– Salvador para Aracaju;

– Salvador para Campina Grande;

– Petrolina para Salvador;

– Fortaleza para Foz do Iguaçu;

– Rio de Janeiro, pelo Galeão, para Ilhéus;

– Goiânia para Cuiabá;

– Porto Velho para Cuiabá;

– Aracaju para Salvador.

A lista de trechos pode sofrer alterações, e a companhia não divulgou inicialmente uma relação completa e definitiva de todas as frequências que serão reduzidas ou suspensas. Passageiros com viagens programadas devem conferir a situação diretamente nos canais oficiais da empresa.

A GOL também ressaltou que o planejamento da malha aérea é contínuo e depende das necessidades operacionais. A companhia afirmou que as mudanças não representam uma priorização ou discriminação de determinadas regiões.

Funcionários poderão aderir à licença não remunerada

Além de reorganizar os voos, a companhia abriu programas voluntários de licença não remunerada e trabalho em regime parcial para funcionários, com oportunidades previstas para novembro e dezembro.

A licença não remunerada permite que o trabalhador se afaste temporariamente das atividades sem receber salário durante o período estabelecido. As condições específicas, como duração, elegibilidade e eventuais benefícios mantidos, dependem das regras do programa oferecido pela empresa.

A medida pode reduzir despesas com pessoal durante o período de afastamento, mas não significa, por si só, que haverá demissões. A companhia não divulgou publicamente o número de funcionários que poderão aderir nem quantos trabalhadores devem participar dos programas.

Por que o combustível pressiona as companhias aéreas?

O querosene de aviação tem peso significativo na estrutura de custos do transporte aéreo. Quando seu preço aumenta, as empresas precisam avaliar a rentabilidade de cada rota, o consumo das aeronaves, a demanda por passagens e a possibilidade de reorganizar horários e conexões.

A escalada das tensões geopolíticas internacionais, incluindo o conflito no Oriente Médio, tem pressionado os preços dos combustíveis e ampliado a incerteza para o setor. O impacto pode ser maior em trajetos longos, nos quais o consumo de combustível representa uma parcela relevante do custo da operação.

No caso da GOL, a revisão da malha busca adequar a oferta de voos ao cenário de custos. A retomada de rotas suspensas dependerá das condições econômicas, da evolução do preço do combustível e das decisões operacionais da companhia.

Para os passageiros, as principais consequências podem ser a necessidade de realizar conexões, a alteração de horários ou a busca por outras opções de transporte aéreo. Quem tiver um voo afetado deve acompanhar as comunicações da empresa e verificar as alternativas disponíveis para sua reserva.

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