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PF prende Márcio Canella e Marcus Amim em operação contra lavagem de dinheiro no Rio

Márcio Canella e Marcus Amim foram presos pela Polícia Federal durante a oitava fase da Operação Unha e Carne

Oitava fase da Operação Unha e Carne cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão; investigação apura movimentação superior a R$ 7,6 bilhões em seis anos.

Montagem/ENM — Rafael Wallace/Alerj/Divulgação e Reprodução/Facebook

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quinta-feira (15), Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito pelo União Brasil, e Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro. A operação faz parte da oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de usar postos de combustíveis para lavar dinheiro. Segundo a investigação, o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos.

Além das prisões de Canella e Amim, a Polícia Federal cumpre outros quatro mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão. Ao todo, portanto, a Justiça autorizou medidas contra seis investigados. As equipes atuam nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.

Além das medidas contra os investigados, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores e suspendeu as atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede investigada. Desse total, 96 correspondem a postos de combustíveis. De acordo com a PF, o grupo suspeito teria utilizado essas empresas para movimentar recursos de origem criminosa.

A investigação também aponta possível participação de agentes públicos e articulações político-institucionais. Para avançar na apuração, os investigadores analisaram dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentações financeiras suspeitas na rede empresarial. Com base nesses elementos, a PF apura crimes como organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.

Canella já havia sido alvo de operação anterior

Em julho, durante uma fase anterior da Operação Unha e Carne, a Polícia Federal também investigou Canella. Na ocasião, os agentes encontraram um fuzil de uso restrito em um carro ligado ao político e o prenderam em flagrante. Posteriormente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a prisão preventiva. Agora, porém, a nova etapa da investigação inclui outro mandado de prisão preventiva contra o ex-prefeito

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