O Brasil deve subir da décima para a oitava posição entre as maiores economias do mundo em 2027, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgadas nesta quinta-feira (15).
O país poderá ultrapassar Itália e Rússia no ranking, com um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 2,8 trilhões. A projeção indica uma mudança na posição brasileira em relação a 2026, quando o FMI estima que o país ocupe o décimo lugar, com PIB de US$ 2,65 trilhões.
Se a estimativa se confirmar, o Brasil permanecerá na oitava posição até 2031, quando a economia poderá alcançar US$ 3,4 trilhões.
FMI reduz previsão de crescimento do Brasil
Apesar da perspectiva de avanço no ranking, o Fundo revisou para baixo a previsão de crescimento da economia brasileira. No relatório de outubro, a instituição passou a estimar expansão de 2,2% em 2026, ante 2,4% na projeção anterior. Para 2027, a expectativa caiu de 2,2% para 1,9%.
Segundo a análise do FMI, a revisão considera fatores como as condições monetárias restritivas, a retirada de estímulos fiscais e as incertezas no cenário internacional. Portanto, a possível subida no ranking das maiores economias não significa que o país terá um ritmo mais acelerado de crescimento nos próximos anos.
A classificação considera o PIB nominal de cada país convertido para dólares. Por isso, além da produção de bens e serviços, fatores como inflação e variações cambiais podem influenciar a posição das economias na lista.
Dessa forma, o avanço brasileiro não representa, necessariamente, um aumento equivalente da renda da população ou do poder de compra. O ranking compara o tamanho total das economias, mas não mede sozinho a distribuição de renda, a qualidade dos serviços públicos ou as condições de vida dos habitantes.
