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Exportações do agro crescem 8,9% em 2026, puxadas por soja e algodão

Safra (Foto: Gerado por IA)

Vendas da agropecuária somaram US$ 64,8 bilhões entre janeiro e setembro.

As exportações da agropecuária brasileira cresceram 8,9% entre janeiro e setembro de 2026 e alcançaram US$ 64,84 bilhões, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No mesmo período de 2025, o setor havia exportado US$ 59,54 bilhões.

O desempenho foi puxado principalmente pela soja, que movimentou US$ 42,9 bilhões nos nove primeiros meses do ano, alta de 14,9%. A oleaginosa respondeu sozinha por 15,1% de todas as exportações brasileiras no período.

Também avançaram as vendas externas de algodão em bruto, que chegaram a US$ 3,57 bilhões, crescimento de 15%, e de animais vivos, com US$ 1,48 bilhão e alta de 71,7%.

Soja adiciona mais de US$ 5 bilhões às exportações

Na comparação com os nove primeiros meses de 2025, a soja acrescentou aproximadamente US$ 5,56 bilhões à receita de exportação brasileira.

Somente em setembro, foram embarcadas 7,4 milhões de toneladas do produto, movimentando US$ 3,47 bilhões. O preço médio ficou em US$ 472 por tonelada, 11,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

A importância da soja para as vendas externas também aparece nas relações comerciais com a China, principal mercado da oleaginosa brasileira.

“Depois de todo o entendimento técnico, agora seguimos fazendo a vigilância desses embarques, para que não tenhamos nenhum novo problema”, disse Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária, em entrevista ao CNN Agro News ao comentar o comércio de soja entre Brasil e China.

Algodão mantém trajetória de crescimento

Outro destaque é o algodão. As exportações da fibra avançaram 15% em valor entre janeiro e setembro, segundo o MDIC.

O movimento acontece depois de o Brasil encerrar o ano comercial 2025/26 com recorde de 3,37 milhões de toneladas exportadas, volume 19% maior que no ciclo anterior.

“A mudança é estrutural. O Brasil está conquistando o mercado internacional em consequência da nossa alta eficiência produtiva e do nosso sistema produtivo”, afirmou Aurélio Pavinato, CEO da SLC Agrícola, durante o Congresso Brasileiro do Algodão, em declaração publicada pela Forbes Agro.

O crescimento também amplia o desafio de encontrar novos mercados e aumentar o valor recebido pela fibra brasileira, depois de o país consolidar posição entre os principais exportadores globais.

Café e milho recuam

Nem todas as commodities tiveram o mesmo desempenho.

As exportações de café não torrado recuaram 11,1% entre janeiro e setembro, de US$ 10,31 bilhões para US$ 9,16 bilhões.

No milho, a receita caiu 8,3%, passando de US$ 4,84 bilhões para US$ 4,44 bilhões.

Em setembro, especificamente, o milho apresentou retração de 17% nas vendas externas em relação ao mesmo mês de 2025.

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