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Em busca de virada inédita, Lula adota nova estratégia para 2º turno

Lula (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil/Divulgação)

A campanha de Lula promete ser mais ‘agressiva’, já que o placar do 1º turno mostrou Flávio Bolsonaro na frente.

(Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil/Divulgação)

Lula (PT) tem um novo trunfo para virar a eleição presidencial em 25 de outubro. De acordo com apuração da Folha de São Paulo, o atual governante do Brasil tentará investir no medo de perda de programas sociais. Ele acredita que esse fator pesa contra Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário no segundo turno.

Lula teria orientado os aliados a alertarem os beneficiários para o risco de redução desses benefícios, além da desvinculação do valor das aposentadorias dos reajustes do salário mínimo. Dessa forma, a vida de milhões estão em jogo.

Nas próximas três semanas de eleição, o presidente dirá que Flávio deve interromper ações para aplicar reformas. Sendo assim, o candidato do PL só conseguiria cumprir com as metas se houver corte em programas.

Lula definiu esse plano eleitoral na última segunda-feira (5), acompanhado de aliados. Uma parte do encontro foi divulgada.

Aliados do presidente confirmam que existe o risco de perda de benefícios e que ex-governadores presentes à reunião lembraram ter havido essa redução durante a gestão de Jair Bolsonaro, entre 2018 e 2022.

“Nós temos que ter muito cuidado, porque toda vez, nesse país, que se fala em dureza fiscal, o que está em jogo é a política de inclusão social. Não é tirar o benefício dos ricos, é tirar o benefício dos pobres”, disse Lula sobre a nova campanha política.

A cúpula do PT tem muito trabalho pela frente, já que os resultados mostram que Flávio venceu em 14 estados brasileiros e no Distrito Federal no primeiro turno. Lula teve mais votos em 12.

Um dos principais objetivos da campanha de Lula é reduzir as abstenções de eleitores, principalmente as registradas na região Nordeste, onde Lula teve melhor desempenho e onde aliados veem maior margem de crescimento.

Lula busca virada inédita

Nenhum candidato que ficou atrás no primeiro turno presidencial conseguiu virar em uma nova tentativa. Portanto, Lula tentará um feito inédito para se reeleger. No último domingo, a diferença entre os dois candidatos foi de 2,2 milhões de votos, a menor margem desde a redemocratização.

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