O Einstein Hospital Israelita foi invadido por um ataque hacker, e pacientes tiveram seus dados acessados sem autorização. Porém, não há evidências de que as informações tenham sido divulgadas de maneira indevida, afirmou o hospital nesta quinta-feira.
Segundo comunicado enviado à imprensa, a suspeita de incidente ocorreu no último dia 4 de agosto. A instituição informou que o caso ainda está sendo apurado. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi notificada e a Polícia Federal também acompanha o caso.
A PF diz que foi um ataque ransomware, que é um tipo de malware que sequestra dados confidenciais ou dispositivos da vítima e ameaça mantê-los bloqueados.
A DCiber (Diretoria de Repressão a Crimes Cibernéticos) da PF localizou os responsáveis em Santa Catarina. Na última quarta-feira (7), a PF fez a Operação Insidioso e cumpriu um mandado de busca e apreensão e um de prisão temporária em Joinville (SC).
Comunicado do Hospital Einstein
O Einstein atua para que os pacientes saem ilesos da invasão hacker. Segundo a instituição, algumas informações privadas foram expostas, como nome, CPF e/ou data de nascimento, prescrições médicas e resultados de exames.
“Os pacientes afetados estão sendo comunicados individualmente por e-mail. Os trabalhos estão agora centrados na identificação e na caracterização dos dados acessados, que estão armazenados de forma fragmentada e em bases de informação descentralizadas. Parte relevante desse volume corresponde a documentos avulsos, muitos deles sem possibilidade de identificação. As informações são de natureza pessoal com registros cadastrais incluindo nome, CPF e/ou data de nascimento e podem conter dados de saúde como prescrições médicas e resultados de exames.
O tema está sendo tratado com a máxima prioridade, tendo como principal preocupação o apoio aos pacientes afetados e a revisão contínua dos mecanismos de proteção de dados e de segurança da informação. Uma estrutura foi montada para atender e tirar dúvidas dos titulares que tiveram seus dados acessados indevidamente e que estão recebendo a comunicação por e-mail.
O Einstein lamenta o ocorrido e reforça que seu bem mais valioso é a confiança que seus pacientes depositam na organização.”
