O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, deu nesta terça-feira (13) um prazo de 24 horas para o Google Brasil explicar se suas ferramentas de IA atribuíram a Lula falas que ele nunca disse. A campanha do presidente tem o mesmo prazo para apresentar provas, porque a ação chegou ao tribunal sem os documentos necessários.
O que a campanha alega
A Coligação Brasil Pronto para Mais, que reúne PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede, levou o caso ao TSE. Segundo veículos que consultaram a ação, o Gemini e o Modo IA do Google teriam mostrado, entre aspas, frases inventadas de Lula sobre crime organizado e terrorismo. A coligação diz que isso fere as regras de transparência e neutralidade das plataformas na eleição.
Por que o ministro pediu provas
Nunes Marques apontou seis falhas na petição. De acordo com a decisão, relatada pelo Poder360, os advogados anexaram só a procuração.
A coligação tem 24 horas para juntar as provas e cinco dias para corrigir a petição. Já o Google precisa dizer, também em 24 horas, se conhece os fatos, se guarda registros e se algo impede o cumprimento de uma ordem urgente. Depois disso, o processo volta ao ministro, que decide se concede a medida de urgência.
Conclusão
Por enquanto, o TSE só pede informações. A decisão não reconhece nenhuma falha nas ferramentas do Google. A palavra do Google será decisiva: até a última atualização desta matéria, a empresa não tinha se manifestado publicamente. A votação do segundo turno acontece em 25 de outubro, daqui a 12 dias, e o prazo curto indica que o ministro quer uma resposta rápida.
