Flávio Bolsonaro (PL) deseja retomar Flávio Bolsonaro a política armamentista de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, prometendo facilitar o acesso a armas para legítima defesa em um eventual governo. Em entrevista à Folha de São Paulo, o candidato à presidência afirmou que a ‘legítima defesa tem que voltar’.
O senador do RJ não detalhou quais medidas adotaria caso vença a disputa eleitoral contra Lula (PT). O adversário de Flávio na eleição restringiu o acesso a armas no Brasil
A flexibilização do acesso a armas foi uma das principais bandeiras do governo Jair Bolsonaro. Ao longo da gestão, foram editados 17 decretos, 19 portarias, duas resoluções e três instruções normativas relacionados à flexibilização das regras para armas e munições, além do envio de dois projetos de lei ao Congresso.
O governo de Lula adotou medidas contrárias e controlou o acesso a novos armamentos, transferindo do Exército para a Polícia Federal o controle dos CACs (caçadores, atiradores e colecionadores). As mudanças, porém, tiveram efeito maior sobre a aquisição de novas armas do que sobre o estoque acumulado nos anos anteriores.
O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), aliado de Flávio, garante que uma eventual vitória de Flávio colocaria a política armamentista de volta ao páreo. Em julho, durante a Shot Fair Brasil, Bilynskyj afirmou ao clube de tiro G16 Unique que decretos editados pelo governo Lula (PT) para restringir o acesso a armas podem ser revogados em breve.
“A gente vai revogar todos os decretos do Lula sobre tiro. Aí o que volta? Volta a 9 mm como permitido, porte de trânsito, clube 24 horas, acaba nível, acaba habitualidade, acaba limite de arma”, disse.
Pouco antes das declarações de Bilynskyj na Shot Fair Brasil, o senador havia publicado um vídeo direcionado ao Comando Vermelho. “Vocês metem o pé do Brasil ou vocês vão ser presos ou neutralizados”, declarou Flávio Bolsonaro.
Flávio crê em mudanças na Constituição
Líder do primeiro turno, Flávio está disposto a usar sua maioria no Congresso Nacional para alterar a Constituição de 1988.
Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que a declaração sobre “mudar a Constituição para redemocratizar o país” se refere a propostas que pretende defender caso seja eleito presidente. Entre as medidas citadas estão mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF), a redução da maioridade penal e o fim da reeleição.
O candidato disse que considera necessária uma reforma no Judiciário e afirmou que algumas das mudanças dependeriam de propostas de emenda à Constituição (PECs). Segundo ele, também existem pontos da reforma tributária aprovada pelo Congresso que precisam ser alterados por meio desse mecanismo.
