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Americana que sobreviveu a duas injeções letais recebe alta e volta à prisão nos EUA

Christa Pike (Foto: Reprodução/Canal oficial ABC)

Christa Pike, de 50 anos, deixou o hospital após uma tentativa fracassada de execução no Tennessee; autoridades suspenderam as execuções no estado até o fim do ano

Foto: Reprodução/Canal oficial ABC

Christa Pike, condenada à morte nos Estados Unidos, recebeu alta hospitalar neste sábado (10) e retornou à prisão no estado do Tennessee. Ela sobreviveu a uma tentativa fracassada de execução por injeção letal realizada em 30 de setembro, quando recebeu duas doses de pentobarbital.

Segundo seus advogados, Pike foi transferida para o Centro de Reabilitação Debra K. Johnson, onde está detida há cerca de 30 anos. Ela continuará recebendo acompanhamento médico após a internação, que ocorreu em Nashville, capital do estado.

A mulher foi levada ao hospital em estado crítico e chegou a ficar inconsciente e sob ventilação mecânica. Nos dias seguintes, recuperou a consciência e voltou a falar e caminhar, embora a defesa tenha relatado confusão mental e ferimentos graves nos braços.

Tentativa de execução está sob investigação

Pike deveria ser executada por injeção letal em 30 de setembro. No entanto, o procedimento não produziu o resultado esperado, mesmo após a administração de duas doses da substância.

Especialistas levantaram a hipótese de que problemas na instalação dos acessos intravenosos tenham impedido a entrada adequada do medicamento na corrente sanguínea. As autoridades do Tennessee ainda não apresentaram uma explicação conclusiva para a falha.

Após o episódio, uma juíza determinou que o estado preservasse todas as provas relacionadas à tentativa de execução, incluindo seringas, linhas intravenosas, embalagens e documentos utilizados no procedimento. O material poderá ser analisado durante a investigação.

O governador do Tennessee, Bill Lee, determinou a suspensão das execuções previstas no estado até o fim de 2026 e anunciou uma investigação independente. O responsável pelo sistema prisional estadual também deixou o cargo após o caso.

Condenação por assassinato em 1995

Christa Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, cometido em 1995. Pike tinha 18 anos na época do crime, ocorrido quando as duas participavam de um programa de formação profissional para jovens.

O caso ganhou repercussão internacional por ser considerado uma ocorrência excepcional: Pike é apontada como a primeira pessoa conhecida nos Estados Unidos a sobreviver depois de receber os medicamentos de uma execução por injeção letal.

A defesa busca a conversão da pena de morte em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Ainda não há uma decisão definitiva sobre o pedido nem sobre as consequências jurídicas da tentativa fracassada de execução.

O caso também reacendeu o debate sobre os protocolos utilizados na aplicação da pena capital e sobre a responsabilidade das autoridades quando um procedimento de execução não ocorre conforme o previsto.

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