O avanço do sarampo nos Estados Unidos e em diferentes países das Américas levou o Brasil a reforçar a vacinação e a vigilância contra a doença. Diante desse cenário, o Ministério da Saúde ampliou o monitoramento de casos importados. Além disso, intensificou a imunização em regiões estratégicas. A medida busca evitar que o vírus volte a circular de forma sustentada no país.
Além disso, o alerta aumentou diante do crescimento dos casos na região. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), as Américas registraram 52.676 casos confirmados de sarampo até 5 de setembro de 2026. O continente também contabilizou 61 mortes. Ao mesmo tempo, Guatemala, México, Estados Unidos, Peru e Canadá concentram a maior parte das infecções.
Nos Estados Unidos, por sua vez, o cenário também preocupa as autoridades. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) contabilizou 3.887 casos confirmados até 1º de outubro. O número coloca 2026 como o pior ano para a doença no país desde 1991. Além disso, o órgão informou que 95% dos casos estão relacionados a surtos.
Diante do aumento das infecções, Nova York declarou estado de emergência após registrar 108 casos neste ano. Já na Pensilvânia, o número chegou a 1.004 infecções. O estado também registrou cinco mortes, segundo autoridades locais citadas pela Reuters. Nesse contexto, o avanço ocorre principalmente em comunidades com baixa cobertura vacinal.
Vacinação é principal forma de prevenção
A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. O imunizante está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, o Ministério da Saúde orienta pessoas com doses atrasadas a procurar uma unidade de saúde.
Além da vacinação, o acompanhamento dos casos ajuda a conter a disseminação do vírus. Dessa forma, as autoridades conseguem identificar possíveis infecções. Também podem acompanhar pessoas que tiveram contato com pacientes infectados.
O Brasil perdeu a certificação de eliminação do sarampo em 2019. Naquele período, o país registrou mais de 20 mil casos. O cenário ocorreu em meio à baixa cobertura vacinal.
No entanto, a situação mudou nos anos seguintes. Em novembro de 2024, a OPAS voltou a reconhecer o Brasil como livre da circulação endêmica do sarampo. A decisão ocorreu após o país interromper a transmissão sustentada da doença.
Desde então, o Brasil mantém ações de vigilância para identificar rapidamente possíveis novos casos. Assim, o aumento das infecções nos Estados Unidos e em outros países das Américas exige atenção das autoridades brasileiras.
Por fim, a estratégia busca evitar novas cadeias de transmissão. Para isso, o país monitora casos importados e reforça a vacinação. Consequentemente, manter a caderneta atualizada continua sendo uma das principais formas de proteção contra o sarampo.
