Teatro

Drácula ganha releitura sobre narcisismo e relações de poder em São Paulo

Releitura (Foto: Divulgação/Coletivo ROOF)

Montagem do Coletivo ROOF leva clássico de Bram Stoker ao Espaço Parlapatões.

Divulgação/Coletivo ROOF

O vampiro criado por Bram Stoker no fim do século 19 ganhou uma nova leitura nos palcos de São Paulo (SP). “Drácula”, do Coletivo ROOF, cumpre temporada no Espaço Parlapatões até domingo (1º) de novembro, com apresentações aos sábados e domingos.

A montagem mantém elementos da obra original, mas desloca o foco do sobrenatural para relações humanas marcadas por narcisismo, sedução, controle e dependência.

Na versão dirigida por Bruno Eustáquio, Drácula é apresentado como uma figura que depende do outro para sustentar a própria identidade. As vítimas tornam-se reflexo, extensão e instrumento de um personagem que precisa exercer domínio para se sentir completo.

“Nosso Drácula simboliza o homem que depende do outro como espelho para sustentação. A obra fala de poder e sedução, expondo aquilo que muitas vezes preferimos ignorar na sociedade”, disse Bruno Eustáquio, diretor da montagem, em declaração divulgada pela produção.

A escolha também leva o espetáculo a discutir objetificação, relações abusivas e violência contra mulheres. A proposta é aproximar o terror criado por Stoker de situações reconhecíveis no cotidiano.

Com duração de aproximadamente 75 minutos e classificação indicativa de 18 anos, “Drácula” está em cartaz no Espaço Parlapatões, na Praça Franklin Roosevelt, 158, no Centro.


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