O deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP) protocolou uma representação na Polícia Federal (PF) para ampliar a apuração sobre ataques a símbolos religiosos. O parlamentar quer incluir novos casos de vandalismo registrados em São Paulo e Minas Gerais no inquérito já aberto pela corporação.
Os episódios envolvem homens que danificaram imagens sacras dentro de igrejas. Os casos foram registrados nos últimos dias, em meio à proximidade do feriado de Nossa Senhora Aparecida, celebrado em 12 de outubro.
Em setembro, a PF abriu um inquérito para investigar possíveis casos de intolerância religiosa. A medida ocorreu após determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio à circulação de notícias sobre uma suposta tentativa de retirar de Nossa Senhora o título de Padroeira do Brasil.
Cortez solicita que os novos episódios sejam incorporados à investigação existente. O deputado também pede que a corporação apure possíveis relações entre os ataques e verifique se alguma autoridade pública teve envolvimento nos atos.
Na representação, o parlamentar afirma que é necessário investigar a possibilidade de atuação coordenada entre os envolvidos. O documento cita a análise de comunicações, estímulos externos, orientações comuns e outras formas de participação organizada.
– Embora esses elementos não sejam suficientes para demonstrar a existência de articulação criminosa, recomenda-se a verificação de possíveis vínculos entre os envolvidos -, diz um trecho da representação apresentada à PF.
Além da ampliação das investigações, Cortez pede que a Polícia Federal articule com as polícias estaduais o reforço da segurança durante procissões e eventos religiosos previstos para o feriado de Nossa Senhora Aparecida. A solicitação considera a possibilidade de novas ocorrências em locais com grande concentração de pessoas.
– Diante dos acontecimentos recentes, revela-se necessária a avaliação imediata de riscos e a articulação institucional para prevenir novas ocorrências, especialmente nos locais de maior concentração de participantes -, afirma o parlamentar no documento.
