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Operação da PF mira comércio ilegal de vinhos argentinos em cinco estados e no DF

Contrabando de vinhos argentinos: PF faz operação

Polícia Federal investiga esquema de entrada e comercialização ilegal de vinhos argentinos no Brasil.

Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (15), a Operação Nerovino para investigar uma organização criminosa suspeita de introduzir vinhos argentinos ilegalmente no Brasil. A ação ocorre em cinco estados e no Distrito Federal. Ao todo, mais de 100 policiais federais participam do cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal em Curitiba.

Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de imóveis e veículos ligados aos investigados. A medida busca evitar que os suspeitos transfiram ou ocultem bens que possam ter adquirido com recursos das atividades investigadas.

Segundo a PF, o grupo teria usado empresas de fachada, documentos fiscais com informações falsas e contas bancárias de terceiros para dar aparência legal à comercialização das bebidas.

As equipes cumprem os mandados em cidades do Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Espírito Santo e Piauí, além de Brasília. No Paraná, as diligências abrangem Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Fazenda Rio Grande, Ampére, Foz do Iguaçu e Umuarama. Já no Rio de Janeiro, os agentes atuam em Volta Redonda, Campos dos Goytacazes e Niterói.

Além desses municípios, a operação alcança Goiânia e Rio Verde, em Goiás; Vila Velha e Vitória, no Espírito Santo; e Teresina, no Piauí. Dessa forma, a investigação abrange diferentes regiões do país, onde os suspeitos teriam armazenado e distribuído os vinhos para revendedores.

Investigação começou após apreensão de vinhos

A investigação começou em março de 2025, depois que uma ação policial apreendeu cerca de 4.200 garrafas de vinho estrangeiro em um depósito na Região Metropolitana de Curitiba. Na ocasião, as autoridades avaliaram a mercadoria em mais de R$ 900 mil. A partir da análise do material apreendido, a PF identificou indícios de uma organização estruturada, com divisão de tarefas e atuação em diferentes estados.

De acordo com os investigadores, o grupo transportava os vinhos até centros de armazenamento na região de Curitiba e, posteriormente, distribuía as bebidas para revendedores de outras localidades. Para ocultar os responsáveis pelas operações, os suspeitos também teriam utilizado familiares e terceiros para movimentar dinheiro e registrar bens.

A PF investiga possíveis crimes de descaminho, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. No entanto, a responsabilidade de cada investigado ainda depende do avanço das apurações.

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