A Justiça de São Paulo homologou nesta quarta-feira (7) o plano de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar (GPA), que envolve R$ 4,568 bilhões em dívidas. Com a decisão, a companhia pode avançar na reorganização financeira e seguir as condições negociadas com os credores.
A decisão foi tomada pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Além disso, o plano recebeu o apoio de credores que representam 57,49% dos créditos envolvidos na negociação, percentual superior ao mínimo exigido pela legislação
Além da renegociação dos débitos, o grupo pretende emitir novas debêntures e captar R$ 200 milhões. A estratégia busca reduzir a pressão sobre o caixa e melhorar o perfil do endividamento da companhia.
O GPA apresentou o plano em maio deste ano, após negociar uma solução com seus principais credores. Em março, a empresa já havia anunciado um acordo inicial para avançar com a recuperação extrajudicial de aproximadamente R$ 4,5 bilhões.
Justiça rejeitou contestações
Durante o processo, alguns credores questionaram pontos do plano. Entre eles estavam o Grupo Casas Bahia e empresas ligadas ao transporte e à prestação de serviços.
No entanto, a Justiça entendeu que a proposta atendia aos requisitos previstos na legislação. Por isso, a magistrada rejeitou pedidos de perícia contábil e de nomeação de administrador judicial.
Além disso, o Ministério Público de São Paulo havia apresentado questionamentos sobre o plano. Posteriormente, porém, o órgão mudou sua posição e passou a apoiar a homologação após os esclarecimentos apresentados durante o processo.
Apesar da recuperação extrajudicial, o GPA afirma que suas atividades seguem normalmente. Segundo a companhia, os compromissos com fornecedores, clientes e parceiros que não fazem parte do plano continuam preservados.
Dessa maneira, a recuperação não significa o encerramento das operações do grupo. Na prática, o objetivo é reorganizar as dívidas e criar condições para que a empresa tenha maior equilíbrio financeiro.
Agora, o GPA poderá avançar na execução das medidas previstas no acordo. Ao mesmo tempo, a companhia terá de cumprir as condições estabelecidas para reorganizar os débitos e melhorar sua situação financeira.
