Quatro jovens entre 18 e 19 anos foram condenados por estupro coletivo a uma adolescente de 17. A Justiça do Rio de Janeiro determinou 15 anos de prisão, em regime fechado. O crime aconteceu em Copacabana, em 31 de janeiro.
A sentença foi divulgada nesta quarta-feira (14) e manteve a prisão preventiva dos réus, além de exigir o pagamento solidário de uma indenização por danos morais de 40 salários mínimos, equivalente a aproximadamente R$ 64,8 mil.
Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin foram declarados culpados pelo crime de estupro coletivo. Porém, eles saíram ilesos da acusação de cárcere privado.
Os quatro negaram o estupro durante o processo. Eles admitiram ter mantido relações sexuais com a adolescente, mas sustentam que os atos foram consentidos.
Na sentença, o juiz João Zacharias de Sá considerou que os relatos da vítima eram consistentes. Exames identificaram lesões nos órgãos genitais, nas nádegas e nas costas, o que pesou para a decisão.
“Vale lembrar que nos crimes sexuais, a palavra da vítima adquire extrema relevância, sobretudo quando firme, coerente e amparada pelos demais elementos de prova, como ocorre no caso, porquanto tais crimes em geral são perpetrados às ocultas, na clandestinidade, sem testemunhas e sem deixar vestígios, aproveitando-se o algoz da vulnerabilidade da vítima”, escreveu o juiz.
A vítima contou que foi a um apartamento a convite de um jovem com quem já havia ficado e que concordou em manter relações sexuais com ele. Entretanto, outros quatro homens entraram no quarto e passaram a violentá-la. A adolescente afirmou ter sofrido socos, tapas e puxões de cabelo, além de ter sido imobilizada e impedida de deixar o local.
Defesa
O escritório De Piro Advogados, que representa João Gabriel, questionou a condenação. “Não consideramos essa sentença séria. Feita às pressas, de afogadilho, mirando tão somente sensacionalismo, em detrimento da circunspecção e serenidade que devem nortear as decisões judiciais.”
Ângelo Máximo, advogado do Vitor Hugo, classificou como “absurda” uma “nova ocorrência de vazamento de informações de processo que tramita sob segredo de justiça”.
Outra pessoa envolvida
Além dos quatro adultos condenados, um adolescente envolvido no caso foi levado à Justiça da Infância e da Juventude. Em abril, a Justiça determinou sua internação por seis meses em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).
Após o caso de Copacabana, outras denúncias contra os jovens Matheus Veríssimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin apareceram.
