O Quênia confirmou nesta terça-feira (6) o primeiro caso de Ebola no país. O paciente era um cidadão queniano que viveu durante anos na República Democrática do Congo, onde ocorre um surto da doença. Após chegar à capital Nairóbi, ele apresentou sintomas graves e morreu na noite de segunda-feira (5).
De acordo com as autoridades de saúde, o homem estava doente havia aproximadamente um mês. Primeiro, ele deixou a República Democrática do Congo por via terrestre e seguiu até Kampala, capital de Uganda. Depois, embarcou em um voo com destino a Nairóbi, onde chegou no último sábado.
No aeroporto, equipes de saúde fizeram a triagem do passageiro. Entretanto, ele apresentou temperatura normal naquele momento. Pouco depois, um familiar o levou a um hospital da capital. Os médicos identificaram sintomas como febre, calafrios e sangramentos sob a pele e, diante da suspeita de Ebola, iniciaram o isolamento.
Pessoas que tiveram contato com paciente são monitoradas
O primeiro caso no Quênia aumenta a atenção sobre o surto registrado na República Democrática do Congo. Afinal, a circulação de pessoas entre os países da região facilita a chegada de casos importados.
Uganda também enfrentou casos de Ebola neste ano. No entanto, o país declarou o fim do surto em agosto, após controlar a transmissão. Agora, as autoridades locais voltaram a acompanhar a situação por causa da passagem do paciente pelo território.
Por sua vez, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que mantém apoio aos governos do Quênia e de Uganda. Além disso, a entidade recomendou que os países não adotem restrições gerais de viagens por causa do novo caso.
Como ocorre a transmissão do Ebola?
O vírus Ebola passa de uma pessoa para outra principalmente por meio do contato direto com sangue ou outros fluidos corporais de alguém infectado. Por isso, profissionais de saúde e familiares que mantêm contato próximo com pacientes enfrentam maior risco de exposição.
Os primeiros sinais podem incluir febre, fraqueza, dores musculares, vômitos e diarreia. Em casos mais graves, a doença pode provocar sangramentos internos e externos.
Por fim, as autoridades quenianas continuam monitorando os contatos do paciente e reforçando as medidas de prevenção. O objetivo, neste momento, consiste em identificar rapidamente novos casos e impedir que o vírus avance pelo país.
