Saúde

Quênia tem seu oitavo caso de Ebola registrado; enquanto doença avança pelo Congo

Dupla hélice de DNA

Quênia confirma oitavo caso de Ebola enquanto surto avança no Congo, alcança nova província e aumenta a preocupação das autoridades de saúde

(Foto: Reprodução/Pixabay/qimono)

O Quênia confirmou o oitavo caso de Ebola no país neste domingo (18), enquanto a epidemia na República Democrática do Congo (RDC) se espalhou para uma oitava província. O avanço da doença aumenta a preocupação das autoridades de saúde com a transmissão do vírus entre países africanos.

Novo caso no Quênia

O caso mais recente é de um homem de 49 anos que trabalhava como auxiliar hospitalar, responsável pela limpeza de utensílios e roupas de cama. Segundo as autoridades quenianas, ele provavelmente foi infectado após ter contato com o primeiro paciente diagnosticado no país, que viajou do Congo para Nairóbi e morreu em um hospital no dia 5 de outubro.

O homem apresentou sintomas como febre, dor de cabeça e dores musculares. Ele foi colocado em quarentena e testou positivo para a doença. As autoridades informaram que 38 pessoas foram testadas no domingo, com apenas um resultado positivo.

Surto chega à oitava província congolesa

Na República Democrática do Congo, o surto chegou à província de Ubangi do Norte, que faz fronteira com a República Centro-Africana. O Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica confirmou dois casos na região, incluindo uma morte.

Com a nova confirmação, oito províncias congolesas registram casos da doença. O último balanço oficial, referente a 16 de outubro, apontou 9.415 casos confirmados e 4.536 mortes desde o início do surto. Em apenas 24 horas, foram registrados 67 novos casos e 26 mortes.

Desafios para conter a doença

A epidemia também ultrapassou as fronteiras do Congo, com registros em Uganda e no Quênia. As autoridades dos países afetados reforçam a vigilância sanitária e o monitoramento de pessoas que tiveram contato com infectados.

O surto é causado pela variante Bundibugyo do vírus Ebola, para a qual não há vacinas autorizadas ou tratamentos específicos amplamente disponíveis. A expansão geográfica da doença dificulta o trabalho das equipes de saúde, que tentam identificar novos casos e impedir que a transmissão avance para outras regiões.

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