O Banco do Brasil e o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) firmaram um acordo nacional para prevenir a violência e acolher mulheres. A iniciativa terá duração de quatro anos. Segundo o BB, os Ministérios Públicos de Minas Gerais, São Paulo, Maranhão e Rio Grande do Sul já aderiram.
Como será o acolhimento
Com a parceria, funcionários do banco receberão orientações para identificar situações de violência e acolher mulheres que busquem ajuda. Em seguida, poderão informar sobre os serviços disponíveis e encaminhar cada caso à rede de proteção.
A iniciativa também levará orientações aos usuários dos aplicativos e canais digitais do BB. Além disso, o acordo prevê apoio às autoridades, dentro dos limites legais. As campanhas educativas abordarão sinais de alerta, direitos das mulheres e medidas protetivas.
Entre os canais divulgados estará o Ligue 180. O serviço é gratuito e oferece informações sobre direitos e atendimento. Além disso, recebe denúncias, segundo o Ministério das Mulheres.
A violência contra a mulher não deve ser aceita nem silenciada. Por isso, quem sofrer ou presenciar uma situação pode denunciar pelo Ligue 180. Em caso de perigo imediato, deve ligar para o 190 e solicitar atendimento da Polícia Militar. Durante o acolhimento, a segurança e a privacidade da mulher devem ser preservadas.o 190 e pedir atendimento da Polícia Militar. Ainda assim, o atendimento deve preservar a segurança e a privacidade da mulher.
Dados recentes sobre feminicídio
De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou 848 vítimas de feminicídio entre janeiro e julho de 2026. No mesmo período de 2025, foram 876 vítimas. Assim, houve uma redução de 3,2%, segundo informações do Sinesp consolidadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. O ministério publicou os números em 21 de agosto de 2026.
