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Vladimir Brichta relembra batalha pela guarda da filha após morte da companheira

Vladimir Brichta (Foto: Reprodução/Canal oficial Lula no YouTube)

Ator contou que teve a capacidade de criar Agnes questionada por ser jovem, homem e trabalhar como artista; disputa aconteceu depois da morte de Gena Karla Ribeiro, em 1999

Foto: Reprodução/Canal oficial Lula no YouTube

A morte da companheira, Gena Karla Ribeiro, em setembro de 1999, colocou Vladimir Brichta diante de um dos períodos mais difíceis de sua vida. Além de enfrentar o luto, o ator precisou lutar para permanecer com a filha, Agnes, que ainda não havia completado dois anos. Mais de duas décadas depois, ele voltou a falar sobre o episódio e sobre como a experiência transformou sua compreensão da paternidade.

Em entrevista à revista Velvet, Brichta relatou que sua condição profissional e pessoal foi usada para questionar sua capacidade de cuidar da menina. Na época, ele tinha pouco mais de 20 anos e estava envolvido com a carreira teatral.

“Ela alegava que eu era ator, homem e jovem. Portanto, não teria condições de criar uma criança”, contou o artista, referindo-se aos argumentos apresentados pela avó materna de Agnes durante o conflito.

Mudança para o Rio desencadeou conflito familiar

Após a morte de Gena, Vladimir dividia o tempo entre os ensaios da peça A Máquina e os cuidados com a filha. Inicialmente, Agnes ficou sob a responsabilidade da avó paterna, que ajudava o ator a conciliar a rotina profissional com a criação da criança.

A situação mudou quando Brichta recebeu um convite para apresentar o espetáculo no Rio de Janeiro. Com a mudança de compromissos e de cidade, Agnes passou a ficar com a avó materna, em Aracaju, Sergipe.

O que começou como uma reorganização dos cuidados familiares acabou se transformando em uma disputa pela guarda. Segundo o relato do ator, a avó materna questionava sua capacidade de assumir sozinho a criação da menina.

Brichta enfrentou meses de conflito até conseguir ficar novamente com a filha.

Ator diz que experiência mudou sua visão sobre paternidade

A experiência deixou marcas profundas na maneira como o artista passou a enxergar a relação entre pais e filhos. Para ele, enfrentar a viuvez e a disputa pela guarda tornou ainda mais evidente a importância da responsabilidade paterna.

“Ficar viúvo e depois lutar pela guarda da minha filha me fez entender que ser pai era uma coisa muito importante, muito valiosa”, afirmou.

O período também coincidiu com uma fase de crescimento profissional. O sucesso de A Máquina abriu novas oportunidades, incluindo o trabalho na televisão, enquanto Brichta consolidava sua vida no Rio de Janeiro.

Agnes tem poucas lembranças da mãe

Em 2021, Agnes também comentou a disputa familiar em entrevista à colunista Patrícia Kogut, de O Globo. Na ocasião, explicou que conhece boa parte da história por meio dos relatos de parentes, já que era muito pequena quando os acontecimentos ocorreram.

“É uma experiência da qual tenho mais notícia pelas pessoas do que lembranças de fato. Eu tinha 5 anos só. Por mais que seja sobre mim, pertence muito a eles essa história”, disse a atriz.

A artista também falou sobre a memória da mãe. Embora tenha convivido pouco tempo com Gena, afirmou que os relatos de pessoas próximas ajudam a construir uma imagem de quem ela foi.

Agnes acredita que a mãe apoiaria sua escolha profissional, já que também trabalhava com arte. “Tenho a impressão de que ela curtiria muito”, comentou.

Gena Karla Ribeiro morreu em 1999, vítima de porfiria, doença rara que afeta a produção de substâncias envolvidas na formação da hemoglobina.

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