Nesta terça-feira (3), Eduardo Paes (PSD) quebrou o silêncio e pediu publicamente a realização de um segundo turno para o governo do Rio de Janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar explicou que preferiu deixar passar a disputa presidencial para se manifestar. A partir de agora, ele se junta a seus apoiadores, que contestam a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que anulou os votos do ex-governador Anthony Garotinho e declarou Douglas Ruas eleito ainda no 1° turno.
“Chegou a hora de falar sobre o 2° turno no Rio de Janeiro. Faz pouco mais de uma semana que o Brasil escolheu seu presidente e muita gente me perguntou porque eu fiquei em silêncio sobre a eleição aqui do Rio desde a decisão do Tribunal Superior Eleitoral. A resposta é simples: entendi que o país precisava votar com tranquilidade e foi isso que aconteceu”, iniciou Paes.
Após se ausentar da discussão de segundo turno nas últimas semanas, Eduardo Paes voltou à ativa. Ele argumenta que nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos e que “o Rio escolheu ter segundo turno”.
“Ao longo da últimas semanas vi muitas manifestações de muitos setores da sociedade fluminense exigindo a realização de 2° turno aqui. Hoje eu reinicio junto com vocês essa luta. Desde o início da campanha a gente denunciou que o candidato Anthony Garotinho estava com seus direitos políticos cassados e não podia votar e muito menos ser candidato. A decisão da população no 1° turno não foi para eleger qualquer candidato, foi para ter 2° turno. É isso que o PSD pediu ao Supremo Tribunal Federal”, declarou.
Eduardo Paes x Douglas Ruas
No primeiro turno, o candidato Douglas Ruas (PL) obteve 49,27% dos votos, o que levou à convocação de um segundo turno. Após a anulação definitiva dos 274.411 votos recebidos por Garotinho, o percentual do primeiro colocado subiu para 50,88%, permitindo sua proclamação como eleito ainda no primeiro turno.
Ao STF, o PSD argumenta que a exclusão posterior dos votos não poderia alterar a necessidade de realização de uma segunda etapa da eleição. Para o partido, os votos destinados a um candidato que estava nas urnas, mesmo com a candidatura sob análise judicial, não podem ser equiparados aos votos nulos registrados diretamente pelos eleitores.
O Partido Social Democrático sustenta que a exclusão dos votos de Garotinho fere princípios cruciais estabelecidos na Constituição, incluindo a soberania popular, a segurança jurídica e o direito ao voto. O PSD pediu formalmente que a nova votação ocorra no dia 6 de dezembro, aproveitando as eleições suplementares já previstas no calendário da Justiça Eleitoral.
