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História escrita: Lula vira, vence Flávio Bolsonaro e é eleito pela quarta vez presidente do Brasil

Pela primeira vez na história democrática, candidato derrotado no primeiro turno passa na frente no segundo turno e vence em pleito marcado por polêmicas entre PT e PL

Foto: Ricardo Stuckert/Campanha Lula/Perfil oficial

Lula foi eleito pela quarta vez presidente do Brasil. Na noite deste domingo, 25 de outubro de 2026, em um dia que entrou para a história da democracia brasileira, o candidato à reeleição pelo PT-SP derrotou o candidato senador Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, após ter sido derrotado no primeiro turno – o que nunca havia acontecido até este pleito histórico. Ele comandará o país até 2030, com Geraldo Alckmin como vice.

A diferença foi de quase 5 milhões de votos a favor do atual e reeleito presidente. Com 100% da apuração pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula acumulava 51,79% dos votos, enquanto o filho de Jair Bolsonaro 48,21%. Em números absolutos, 64.256.232 contra 59.826.041.

A abstenção e o percentual de votos brancos e nulos diminuíram no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Os índices parciais apontam uma redução em relação ao primeiro turno.

Com a apuração quase concluída, a abstenção chegou a 19,22%, ante 21,08% no primeiro turno. Trata-se da menor taxa de abstenção em segundos turnos presidenciais desde 2006.

O dia da votação

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 foi realizado neste domingo (25), com mais de 158,7 milhões de brasileiros aptos a votar. A disputa pela Presidência ocorreu entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL), senador. A votação mobilizou eleitores em todo o país e foi acompanhada pela Justiça Eleitoral.

Ao longo do dia, foram registradas ocorrências relacionadas ao transporte público em diferentes localidades. Na Bahia, em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, houve denúncias de redução da circulação de ônibus e dificuldades de deslocamento. A situação levou partidos e campanhas a recorrer à Justiça Eleitoral para solicitar providências.

Os problemas de transporte também motivaram questionamentos em São Paulo e em outros estados. A Organização dos Estados Americanos (OEA), que acompanhou o processo eleitoral com uma missão de observação, informou que monitorava as denúncias sobre a circulação de ônibus e os impactos para os eleitores.

A votação também registrou a substituição de urnas eletrônicas. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 900 equipamentos haviam sido trocados até o meio-dia, entre as 499.248 urnas disponibilizadas para o pleito. A Justiça Eleitoral informou que os equipamentos de reserva estavam disponíveis para assegurar a continuidade da votação.

Diante dos relatos de dificuldades no transporte, houve pedidos para estender o horário de votação. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação até as 19h, mas depois esclareceu que a medida deveria ser aplicada apenas às seções em que as urnas ainda não tivessem sido fechadas. O TSE também orientou que eleitores presentes nos locais de votação no horário regular de encerramento tivessem o direito de votar assegurado conforme as regras aplicáveis.

*Publicado originalmente às 20h57

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