Economia

Endividamento de risco aumenta 75% no Brasil e atinge 20,3 milhões de pessoas

(Foto: Pexels)

O endividamento atingiu o nível mais elevado dos últimos 21 anos, com intenso impacto nos tomadores de menor renda.

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No Relatório de Estabilidade Financeira do primeiro semestre de 2026, o Banco Central do Brasil apresentou dados sobre o endividamento da população brasileira. 20,3 milhões estão endividadas e com sério risco de não honrar seus pagamentos, o que representa um aumento de 75% em relação a junho de 2021.

Esse grupo de 20,3 milhões de pessoas equivale a 17% de todos os devedores do Sistema Financeiro Nacional (SFN)

O comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas atingiu 28,9%, o nível mais elevado dos últimos 21 anos.

O Banco Central adotou três novas medidas para proteger os consumidores do endividamento. Foram realizadas ações contra ofertas inadequadas ou abusivas, além de propor maior transparência antes da contratação de operações de crédito.

Para ser classificado como endividado de “risco” pelo Banco Central, o consumidor precisa cumprir pelo menos dois destes critérios:

  • Ter parcelas de crédito em atraso há mais de 90 dias;
  • Comprometer mais de 50% da renda mensal com o serviço das dívidas;
  • Estar exposto simultaneamente a modalidades caras (como cheque especial, crédito pessoal não consignado e rotativo do cartão de crédito);
  • Apresentar renda mensal disponível (após pagar as dívidas) abaixo da linha de pobreza

Em 2026, o Brasil registra um dos maiores patamares de inadimplência de sua história recente, impulsionado por juros elevados, custo de vida e expansão do crédito. Cerca de 83,9 milhões de brasileiros estão com o nome negativado (metade da população adulta do país), segundo o Mapa da Inadimplência da Serasa.

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