Após dois meses consecutivos de recuo, a economia brasileira cresceu 0,5% em agosto. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pela Fundação Getulio Vargas. Segundo o estudo, o avanço do país foi impulsionado pelo desempenho da indústria extrativa e do setor de serviços.
Em virtude desse avanço, o país reverteu a sequência de duas baixas consecutivas observadas nos meses anteriores. De acordo com o pesquisador Claudio Considera, o desempenho positivo reflete o fortalecimento da indústria extrativa. Além disso, a continuidade da expansão do setor de serviços também contribuiu para a alta. Pelo lado da demanda, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo.
Desse modo, a economia demonstra capacidade de recuperação mesmo em um cenário de juros altos e inflação persistente.
Desempenho dos setores impulsiona o resultado positivo
De acordo com a instituição, o avanço foi puxado pelo desempenho de setores estratégicos. Afinal, a indústria e o setor de serviços apresentaram números favoráveis no período.
Desse modo, o crescimento de agosto compensou as perdas anteriores. Nesse sentido, o mercado financeiro acompanha com atenção esses sinais de retomada na atividade econômica. Por outro lado, no confronto com o mesmo mês do ano anterior, o indicador também mostrou expansão. Por isso, a produção nacional mantém um saldo positivo no acumulado do ano.
Contudo, os especialistas destacam que o ritmo geral de crescimento permanece moderado. Como consequência, a taxa de juros elevada ainda exerce pressão sobre o consumo das famílias. Paralelamente a esses dados, os analistas avaliam os impactos para o produto interno bruto. Além disso, as projeções para o encerramento do trimestre seguem cautelosas.
Segundo a FGV, os próximos meses serão decisivos para consolidar essa trajetória. Por exemplo, os estímulos no setor de comércio podem fazer a diferença até o fim do ano.
Diante dos fatos apurados, os agentes econômicos monitoram a evolução da inflação e do emprego. Entre os fatores de atenção estão os custos de produção e o cenário financeiro internacional. Por fim, os dados de agosto trazem um alívio temporário para o mercado. Portanto, a trajetória dos próximos trimestres definirá o ritmo do crescimento nacional.
