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Fotojornalista é espancada por colonos israelenses

Fotojornalista Heidi Levine (Foto: Reprodução/Instagram/@heidi_levine)

Colonos israelenses atacam agricultores palestinos na Cisjordânia e agridem fotojornalista do Washington Post durante colheita.

(Foto: Reprodução/Instagram/@heidi_levine)

Colonos israelenses atacaram agricultores palestinos durante a colheita anual de azeitonas na aldeia de Abu Falah, na Cisjordânia ocupada, nesta sexta-feira (16). A ação deixou pelo menos duas pessoas feridas, incluindo Heidi Levine, fotojornalista do jornal americano The Washington Post. Durante o ataque, os agressores incendiaram oliveiras e lançaram pedras contra os moradores.

Ataque durante a colheita

Segundo testemunhas ouvidas pela Reuters, cerca de 80 colonos, vestidos de preto e com os rostos cobertos, desceram de uma colina em direção à área onde os moradores colhiam azeitonas. Alguns carregavam botijões de gás, enquanto outros usaram estilingues para atirar pedras contra os palestinos, que tentaram se defender.

A colheita de azeitonas é uma tradição importante para as comunidades palestinas e representa uma fonte de renda para muitas famílias. O ataque ocorreu em meio ao período anual de colheita, quando agricultores se reúnem nos olivais para recolher os frutos.

Jornalista é levada ao hospital

Heidi Levine foi derrubada e agredida por vários colonos enquanto cobria o episódio. A fotógrafa relatou que recebeu chutes mesmo usando capacete e colete de proteção. A agressão só terminou após a intervenção de colegas palestinos, que ajudaram a afastar os atacantes. Em seguida, ela foi socorrida e levada a um hospital na região de Ramallah, onde permaneceu em estado estável.

Eu estava com minha bolsa de equipamento fotográfico e uma pochete com meu passaporte. Meu telefone estava preso a um cordão no pescoço, e eles arrancaram tudo isso de mim. Quebraram minhas câmeras, destruíram minha bolsa e continuaram me chutando […] Foi uma loucura absoluta, e não vi ninguém tentando impedir.”

Intervenção militar e aumento da violência

O ataque continuou mesmo após a chegada de militares israelenses. Segundo relatos, soldados dispararam gás lacrimogêneo na direção dos palestinos. As Forças Armadas de Israel afirmaram que os militares fizeram disparos de advertência e condenaram atos de violência contra civis, mas não responderam imediatamente a todos os questionamentos sobre o episódio.

O caso ocorre em meio ao aumento da violência de colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia. De acordo com a organização israelense Yesh Din, foram registrados ao menos 170 ataques desde 27 de setembro, período próximo ao início da colheita de azeitonas. A violência na região tem gerado preocupação entre moradores, organizações de direitos humanos e entidades internacionais.

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