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MEI poderá faturar R$ 110 mil em 2027; veja como novo limite afeta pequenos negócios

Contabilidade (Foto: Meu Contador On Line | Divulgação)

Lei sancionada em outubro amplia teto que era de R$ 81 mil

Os microempreendedores individuais terão um novo limite de faturamento a partir de 1º de janeiro de 2027. Com a Lei Complementar nº 238, sancionada em 21 de outubro, o teto anual do MEI passará dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil, um aumento de R$ 29 mil. Em 2028, o limite será ampliado novamente, chegando a R$ 140 mil.

A medida é uma das principais mudanças para pequenos negócios no próximo ano, período em que também começarão novas etapas da Reforma Tributária. Para quem trabalha por conta própria ou pretende ampliar uma atividade já formalizada, as novas regras exigirão atenção tanto ao faturamento quanto à organização fiscal.

Anderson Diogenes Pavanello, fundador do Meu Contador Online, avalia que o ajuste corrige parte da defasagem do limite anterior, especialmente diante do aumento dos preços nos últimos anos.

“A inflação estava fazendo o pequeno empreendedor parecer maior no papel, sem necessariamente estar melhor de vida. Atualizar o limite ajuda a corrigir essa distorção.”

O teto de faturamento representa o valor total das receitas do negócio ao longo do ano, antes de descontar despesas como aluguel, mercadorias, fornecedores e outros custos. Dessa forma, o empreendedor precisa acompanhar as vendas e os serviços prestados, mesmo quando o lucro efetivo é pequeno.

O que muda para quem está perto do teto

A ampliação do limite poderá beneficiar especialmente os microempreendedores que já se aproximavam dos R$ 81 mil anuais e precisavam controlar o crescimento para não ultrapassar o enquadramento.

Com o novo teto, esses negócios terão maior margem de receita em 2027. Isso, porém, não elimina as exigências de acompanhamento do faturamento, emissão de documentos e cumprimento das obrigações fiscais.

Empreendedores que iniciarem suas atividades durante o ano também devem observar os limites proporcionais ao período de funcionamento, conforme as regras aplicáveis.

Além do MEI, micro e pequenas empresas enquadradas no Simples Nacional precisarão acompanhar a implementação da Reforma Tributária.

O regime continuará existindo, mas haverá alterações relacionadas à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Reforma Tributária não significa saída obrigatória do Simples

Uma das preocupações dos empresários é a possibilidade de a Reforma Tributária provocar o desenquadramento automático do Simples Nacional. Isso não está previsto para 2027.

A legislação permite, nas hipóteses aplicáveis, avaliar a apuração da CBS e do IBS pelo regime regular, mantendo o Simples para os demais tributos. A alternativa, chamada de Simples híbrido, depende de uma análise individual.

Empresas que vendem para outras empresas podem precisar estudar a relação entre preços e créditos tributários. Já negócios voltados ao consumidor final apresentam outra dinâmica comercial, que também deve entrar nas simulações.

Para Pavanello, é necessário evitar conclusões gerais sobre os efeitos da transição.

“As principais mudanças da Reforma Tributária previstas para 2027 não nasceram do resultado da eleição. Elas fazem parte de um cronograma constitucional e de leis aprovadas anteriormente.

Isso traz previsibilidade, mas não significa ausência de impacto. O empresário precisa separar três coisas: o que já está na legislação, os detalhes operacionais que continuam sendo implementados e eventuais propostas futuras. Uma declaração política, por si só, não altera o imposto da empresa.”

Abrir ou ampliar um pequeno negócio em 2027

As mudanças fiscais também entrarão no planejamento de quem pretende abrir uma empresa ou aumentar a operação de um negócio existente.

Segundo o fundador do Meu Contador Online, a análise precisa considerar demanda, margem de lucro, capital disponível e tributação, em vez de tratar a reforma como uma razão isolada para interromper investimentos.

“A reforma, isoladamente, não é motivo suficiente para adiar um projeto viável. Minha recomendação é avaliar a oportunidade com números atualizados: demanda, margem, capital de giro, investimento necessário e tributação.”

A organização da contabilidade e dos sistemas digitais será importante para acompanhar receitas, despesas e obrigações.

Pavanello também alerta para a importância da qualidade dos dados inseridos nos programas de gestão. Como resume o especialista, “automatizar um cadastro errado apenas faz o erro se repetir mais depressa”.

Em 2027, o novo teto anual do MEI será de R$ 110 mil. A partir de 2028, o limite previsto pela Lei Complementar nº 238 passará a R$ 140 mil.

Sobre o Meu Contador Online

Com origem na tradição contábil iniciada em 1966, em Santo André (SP), o Meu Contador Online combina experiência, tecnologia e atendimento humano. A empresa oferece soluções para abertura de empresas, troca de contabilidade, migração de MEI para ME e rotinas contábeis, fiscais e trabalhistas.

Seu modelo utiliza recursos digitais para simplificar processos e mantém contato direto entre os empresários e os profissionais responsáveis pelo atendimento.

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