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Melania Trump obtém acordo de cessar-fogo em cidade ocupada pela Rússia

Melania Trump

Segundo a Casa Branca, trégua está prevista para 29 de outubro e deve permitir a entrada de mantimentos e a retirada de civis de Oleshky.

Foto: Créditos: Manuel Elias/ ONU

A articulação da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, resultou em um acordo de cessar-fogo temporário entre Rússia e Ucrânia na cidade de Oleshky, no sul do território ucraniano. A Casa Branca anunciou o entendimento nesta sexta-feira (23). Segundo o governo norte-americano, a trégua deve começar em 29 de outubro e facilitar a chegada de ajuda humanitária, além de permitir a retirada de moradores.

De acordo com o anúncio, Melania iniciou as conversas e, ao lado de um representante, dialogou com lideranças russas e ucranianas para viabilizar o entendimento. No entanto, até a divulgação das primeiras informações, os governos dos dois países não haviam confirmado publicamente os detalhes do acordo.

Acordo prevê ajuda humanitária e retirada de moradores

A trégua deve facilitar o envio de alimentos, medicamentos e outros itens essenciais à população de Oleshky. Além disso, o plano prevê a organização de uma passagem segura para os civis que desejarem deixar a cidade.

Segundo a Casa Branca, equipes deverão visitar os moradores para identificar necessidades e organizar a assistência. Em seguida, a proposta prevê o transporte de quem optar pela saída, com possibilidade de deslocamento para destinos na Rússia ou na Ucrânia.

Cidade enfrenta situação humanitária grave

Oleshky fica às margens do rio Dnipro, no sul da Ucrânia, e forças russas controlam a região desde 2022. Antes da invasão em larga escala, a cidade tinha cerca de 24 mil habitantes. Atualmente, estimativas divulgadas pela Casa Branca apontam que entre 1.700 e 2 mil pessoas continuam no local, incluindo aproximadamente 50 crianças.

Além da escassez de alimentos e medicamentos, os moradores enfrentam dificuldades no fornecimento de eletricidade, aquecimento e água corrente. Ao mesmo tempo, estradas minadas e riscos militares dificultam a circulação e a retirada da população.

Portanto, o acordo busca criar condições para a chegada de ajuda humanitária e a evacuação de civis. Ainda assim, a execução dependerá da aplicação dos termos anunciados e do respeito à trégua a partir da data prevista.

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