O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou um foco da doença de Newcastle em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. O governo divulgou a confirmação nesta segunda-feira (19), após a conclusão dos exames laboratoriais.
Diante do resultado, os serviços veterinários interditaram a propriedade e suspenderam a movimentação de aves. Além disso, as equipes iniciaram procedimentos para conter o vírus e investigar a possível origem da infecção.
O que é a doença de Newcastle?
A doença de Newcastle é uma infecção viral que atinge aves domésticas e silvestres. O vírus pode provocar problemas respiratórios, diarreia e alterações no sistema nervoso. A gravidade depende da variante viral e das condições dos animais.
Entre os sinais mais comuns estão dificuldade para respirar, secreção nasal, falta de coordenação motora e mudanças de comportamento. Entretanto, a confirmação depende de exames laboratoriais. A doença preocupa o setor agropecuário porque pode se espalhar entre aves e causar prejuízos à produção. Por isso, as autoridades adotam medidas de controle assim que identificam um foco.
Carne de aves e ovos continuam seguros?
Sim. Segundo o Ministério da Agricultura, os produtos avícolas que passam pela inspeção oficial continuam seguros para o consumo. Portanto, a confirmação do foco não significa que a população precise deixar de consumir carne de frango, peru ou ovos fiscalizados.
Ainda assim, os consumidores devem comprar alimentos de estabelecimentos regulares e seguir as orientações de conservação e preparo.
Quais medidas foram adotadas?
Além de interditar a propriedade, as autoridades suspenderam o trânsito de aves e iniciaram ações de vigilância sanitária na região. O objetivo é identificar possíveis novos casos e impedir a disseminação do vírus.
O Ministério também deve comunicar a ocorrência à Organização Mundial de Saúde Animal e aos parceiros comerciais do Brasil. Essas notificações permitem que os países avaliem eventuais medidas de acordo com os protocolos sanitários vigentes.
A confirmação de um foco pode levar os países compradores a revisar as condições de importação de produtos avícolas. No entanto, eventuais restrições dependem dos acordos sanitários e das regras de cada mercado.
Por isso, o impacto sobre as exportações brasileiras ainda depende das medidas adotadas pelos parceiros comerciais e da evolução da investigação em Santa Catarina.
