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Spotify retira músicas geradas por IA das recomendações

Spotify exclui músicas em IA na plataforma (Foto: Diego Thomazini/Shutterstock)

Spotify retira 50 milhões de músicas geradas por IA das recomendações e remove outras 75 milhões de faixas identificadas como spam em 2026.

(Foto: Diego Thomazini/Shutterstock)

O Spotify retirou 50 milhões de músicas geradas por inteligência artificial de suas recomendações em 2026. A plataforma anunciou a medida nesta terça-feira (20), em uma publicação no blog oficial For the Record, com detalhes sobre as ações contra spam e o uso inadequado da tecnologia.

Segundo a empresa, as mudanças foram implementadas ao longo dos últimos seis meses. A análise identificou faixas frequentemente ignoradas pelos ouvintes ou denunciadas como conteúdo indesejado. Para o serviço, esse padrão indicava a presença de músicas consideradas de baixa qualidade ou associadas a práticas de spam.

As 50 milhões de faixas, porém, não foram excluídas do catálogo. Elas continuam disponíveis para quem deseja procurá-las, mas deixaram de aparecer nas recomendações algorítmicas e editoriais. Além disso, o Spotify removeu mais de 75 milhões de músicas identificadas como spam.

A empresa também anunciou medidas para ampliar a transparência sobre o uso de inteligência artificial na produção musical. Entre as iniciativas está a inclusão de informações nos créditos das faixas, indicando quais elementos foram produzidos com auxílio da tecnologia.

Outra mudança envolve os perfis de artistas criados por inteligência artificial. Essas contas passaram a receber identificações específicas e ficam fora das recomendações da plataforma, a menos que o usuário siga os respectivos perfis. O serviço também permite que artistas controlem quais músicas que utilizam seus nomes aparecem em suas páginas, em uma tentativa de conter versões modificadas por IA e publicações não autorizadas.

De acordo com o Spotify, músicas geradas por inteligência artificial têm dez vezes mais chances de não alcançar o mínimo de mil reproduções exigido para gerar royalties na plataforma. O dado reforça a preocupação da empresa com conteúdos que ocupam espaço no catálogo sem atingir os critérios necessários para a remuneração por reproduções.

A plataforma reconheceu que o combate ao uso abusivo da tecnologia ainda exige trabalho contínuo, já que os responsáveis por práticas indevidas também adaptam suas estratégias. O Spotify afirma que pretende continuar aprimorando suas medidas e defende que a crescente oferta de músicas produzidas com IA pode ampliar a valorização da criatividade humana.

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