A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou de três para cinco anos o período de eficácia contraceptiva do Implanon NXT, implante subdérmico de etonogestrel. A decisão, aprovada na segunda-feira (26) e publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (27), também permite a inserção do dispositivo logo após o parto ou um aborto.
A mudança permite que o mesmo implante continue em uso por mais tempo, sem a troca ao fim do terceiro ano. Além disso, quem já está com o dispositivo pode estender o período até cinco anos, sob orientação médica, segundo a Anvisa
O que muda no período de uso
A ampliação vale para o Implanon NXT, que libera continuamente etonogestrel, um hormônio que atua principalmente inibindo a ovulação e tornando o muco do colo do útero mais espesso. Com isso, o método dificulta a passagem dos espermatozoides.
A agência avaliou dados clínicos sobre o uso no quarto e no quinto anos e concluiu que a eficácia e a segurança se mantiveram nesse período. No principal estudo analisado, não houve registro de gravidez durante os dois anos adicionais.
Por isso, a mudança não significa que o produto fechado passou a ter validade maior. Ela amplia o tempo de uso contraceptivo do implante já inserido. Ainda assim, pessoas que usam o método devem conversar com um profissional de saúde sobre a continuidade do uso.
Inserção após parto ou aborto
Além de ampliar o período de eficácia, a Anvisa autorizou a inserção do implante imediatamente após o parto ou um aborto. A autorização inclui abortos ocorridos no primeiro e no segundo trimestres da gestação.
Segundo a agência, a medida pode facilitar o acesso à contracepção e reduzir o risco de gravidez não planejada após a alta hospitalar. A avaliação considerou evidências científicas e dados de farmacovigilância analisados pela Agência Europeia de Medicamentos.
Como acessar o implante pelo SUS
O implante de etonogestrel passou a integrar a oferta do Sistema Único de Saúde em 2025. De acordo com o Ministério da Saúde a distribuição começou em outubro daquele ano e continuou em etapas durante 2026.
A oferta contempla adolescentes de 14 a 17 anos e mulheres de 18 a 49 anos, conforme as regras de incorporação do método. No entanto, a disponibilidade pode variar entre municípios, já que a distribuição depende das etapas de implementação e da organização local da rede de saúde.
Assim, quem deseja usar o método pode procurar uma unidade básica de saúde e perguntar sobre a disponibilidade e o atendimento no município. A inserção e a retirada devem ser feitas por profissionais capacitados.
