Política

Lula quer a presença de Trump e Milei na posse de janeiro

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

Conhecido por manter alianças internacionais, Lula deve convidá-los para evento que acontece em 5 de janeiro.

(Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidará Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, para a posse de seu quarto mandato, marcada para 5 de janeiro de 2027. Mesmo com a relação estremecida, o governante brasileiro quer a presença dos líderes no evento, segundo o blog do jornalista Gustavo Uribe. Lula é conhecido por manter alianças internacionais.

Trump e Milei não reconheceram a vitória de Lula nas eleições presidenciais. Ambos são aliados de Flávio Bolsonaro, que foi derrotado no segundo turno e viajou para os EUA em meio à investigações da Polícia Federal.

O convite de Lula segue uma prática adotada pelo Itamaraty, órgão responsável por assessorar o presidente do Brasil na condução da política externa. A presença de Trump e Milei, no entanto, dependerá de uma decisão dos próprios presidentes, que também poderão enviar representantes.

Antes da posse, Lula se reencontrará com ambos os líderes em eventos mundiais. O presidente deve tanto participar da Cúpula do Mercosul e do Encontro do G20, em dezembro.

Na posse anterior de Lula, em 1º de janeiro de 2023, o então presidente argentino, Alberto Fernández, veio pessoalmente a Brasília para acompanhar a cerimônia. Já os Estados Unidos, governado por Joe Biden, enviaram uma delegação liderada pela então secretária do Interior, Deb Haaland.

O próprio Lula não compareceu às posses de Trump e Milei. Em dezembro de 2023, quando o argentino assumiu a Presidência, o petista decidiu enviar o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para representá-lo. Já na posse de Trump, em janeiro de 2025, o Brasil foi representado pela embaixadora em Washington, Maria Luiza Viotti.

Em 2026, Lula foi eleito para governar o Brasil pela quarta vez. O petista impôs uma diferença de 4 milhões de votos e aplicou uma virada histórica.

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