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Justiça nega pedido de liberdade e mantém Hytalo Santos preso

Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba manteve a prisão preventiva do influenciador e de Israel Vicente.

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou, nesta terça-feira (3), o recurso da defesa de Hytalo Santos e Israel Vicente para revogar a prisão preventiva. Segundo o relator, desembargador João Benedito, a medida deve continuar em vigor diante da “gravidade concreta da conduta e da periculosidade” dos dois. Além disso, os outros dois desembargadores acompanharam o voto.

Com a decisão, Hytalo e Israel permanecem no Presídio Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa. O julgamento, porém, tratou apenas da prisão preventiva e não alterou a condenação de primeira instância.

Investigação começou antes da repercussão nacional

Antes de o caso ganhar repercussão nacional, o Ministério Público da Paraíba informou, em dezembro de 2024, que investigava denúncias sobre a possível exploração de crianças e adolescentes em conteúdos publicados nas redes sociais. Na ocasião, o órgão buscava esclarecer a participação de menores nas produções e apurar possíveis violações de direitos.

Mais tarde, em 6 de agosto de 2025, o influenciador Felca publicou um vídeo em que criticava a exposição de adolescentes em conteúdos on-line e citava Hytalo. Com isso, o debate sobre “adultização” e exposição de menores nas redes ganhou força. A investigação, no entanto, já estava em andamento antes da publicação.

Nos dias seguintes, a Justiça determinou o bloqueio de perfis, a desmonetização de conteúdos e a proibição de contato com adolescentes citados no processo. Em 15 de agosto de 2025, por sua vez, Hytalo e Israel foram presos preventivamente em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Depois, as autoridades transferiram os dois para João Pessoa.

Condenação e posição da defesa

Em fevereiro de 2026, a Justiça da Paraíba condenou Hytalo a 11 anos e 4 meses de prisão e Israel a 8 anos, 10 meses e 20 dias, em regime inicialmente fechado, por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. Além das penas, a sentença determinou o pagamento à título de indenização por danos morais coletivos.

Agora, o TJPB manteve a prisão preventiva dos dois. Assim, eles continuam presos enquanto a defesa buscava responder ao processo em liberdade.

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