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Doença de Newcastle é confirmada em granja de perus em Santa Catarina

Doença de Newcastle é confirmada em granja de perus em SC

Ministério da Agricultura interditou a propriedade em Nova Itaberaba e iniciou medidas para conter o vírus; consumo de produtos avícolas inspecionados continua seguro.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou um foco da doença de Newcastle em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. O governo divulgou a confirmação nesta segunda-feira (19), após a conclusão dos exames laboratoriais.

Diante do resultado, os serviços veterinários interditaram a propriedade e suspenderam a movimentação de aves. Além disso, as equipes iniciaram procedimentos para conter o vírus e investigar a possível origem da infecção.

O que é a doença de Newcastle?

A doença de Newcastle é uma infecção viral que atinge aves domésticas e silvestres. O vírus pode provocar problemas respiratórios, diarreia e alterações no sistema nervoso. A gravidade depende da variante viral e das condições dos animais.

Entre os sinais mais comuns estão dificuldade para respirar, secreção nasal, falta de coordenação motora e mudanças de comportamento. Entretanto, a confirmação depende de exames laboratoriais. A doença preocupa o setor agropecuário porque pode se espalhar entre aves e causar prejuízos à produção. Por isso, as autoridades adotam medidas de controle assim que identificam um foco.

Carne de aves e ovos continuam seguros?

Sim. Segundo o Ministério da Agricultura, os produtos avícolas que passam pela inspeção oficial continuam seguros para o consumo. Portanto, a confirmação do foco não significa que a população precise deixar de consumir carne de frango, peru ou ovos fiscalizados.

Ainda assim, os consumidores devem comprar alimentos de estabelecimentos regulares e seguir as orientações de conservação e preparo.

Quais medidas foram adotadas?

Além de interditar a propriedade, as autoridades suspenderam o trânsito de aves e iniciaram ações de vigilância sanitária na região. O objetivo é identificar possíveis novos casos e impedir a disseminação do vírus.

O Ministério também deve comunicar a ocorrência à Organização Mundial de Saúde Animal e aos parceiros comerciais do Brasil. Essas notificações permitem que os países avaliem eventuais medidas de acordo com os protocolos sanitários vigentes.

A confirmação de um foco pode levar os países compradores a revisar as condições de importação de produtos avícolas. No entanto, eventuais restrições dependem dos acordos sanitários e das regras de cada mercado.

Por isso, o impacto sobre as exportações brasileiras ainda depende das medidas adotadas pelos parceiros comerciais e da evolução da investigação em Santa Catarina.

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