Flávio Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (26), em um vídeo que divulgou nas redes sociais, que a Polícia Federal o intimou a entregar os passaportes. Além disso, disse que não pode deixar o país e atribuiu a medida a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o senador, a intimação ocorreu depois que ele visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro que cumpre prisão domiciliar, “A Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele. No meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país. A decisão de Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição”. Em seguida, afirmou que cumprirá a determinação, mas pretende contestá-la.
O que Flávio afirmou sobre os passaportes
Sobre a motivação da medida, Flávio mencionou uma declaração de Eduardo Bolsonaro. Em entrevista, Eduardo defendeu que o irmão deixasse o Brasil caso perdesse a eleição.
No primeiro turno, Flávio terminou o pleito com vantagem de dois milhões de votos à frente do presidente Lula. Ainda assim, o petista venceu a disputa no segundo turno e conquistou a reeleição.
Depois que o TSE confirmou o resultado, Flávio contestou a atuação da Corte: “Nossos fiscais do PL foram retirados da sala-cofre a partir do momento que essa decisão foi tomada”. Em resposta, o TSE negou a afirmação do senador sobre a retirada dos fiscais do partido
Além disso, o resultado oficial do TSE confirmou a reeleição de Lula, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. Embora o senador tenha terminado o primeiro turno com mais de dois milhões de votos de vantagem, não conseguiu manter a dianteira na etapa final. O TSE também contestou a versão de Flávio Bolsonaro sobre a retirada de fiscais do PL da sala-cofre.
