Recém-eleito para seu quarto mandato na presidência do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva retomou articulações políticas para acelerar a votação de projetos considerados estratégicos. O governante sabe que precisa agilizar essa questão antes da posse da nova legislatura em 2027.
No ano que vem, o Congresso terá novos opositores a Lula. Por isso, o petista deve acelerar as conversas para conseguir a maioria em votações.
Uma das prioridades de Lula e seus aliados é aprovar no Senado a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou a PEC para a próxima terça-feira (3). Com um calendário especial já validado, a gestão federal tenta aprovar a matéria em dois turnos já neste dia.
O avanço do texto enfrenta resistência devido a emendas sobre a redução da maioridade penal, usadas pela oposição como principal embate ideológico. A estratégia de Lula é tentar convencer que a PEC da Segurança Pública seja votada de forma isolada.
Tarefas de Lula
Lula pode enviar ainda neste ano um nome para a cadeira do STF (Supremo Tribunal Federal) deixada por Luís Roberto Barroso. O entorno do presidente pede uma indicação “segura”. O advogado geral da União, Jorge Messias, é cotado para o cargo.
Aliados e integrantes do Planalto pedem um nome que tenha a aceitação de Alcolumbre e das lideranças da Casa.
Lula ainda precisa aprovar o PLOA (projeto de lei orçamentária anual) para 2027. Após a vitória do PT nas eleições presidenciais, a proposta enviada em 31 de agosto entrou em uma fase de revisão e articulações para acomodar as novas promessas de campanha.
