Política

Ministros do TSE criticam ataques em campanha presidencial: “Vergonhoso”

TSE em sessão plenária. (Foto: Antonio Augusto/TSE)

O TSE repercutiu acusações feitas em meio à campanha eleitoral. Recentemente, Flávio Bolsonaro foi chamado de ‘miliciano’.

(Foto: Antonio Augusto/TSE)

Nesta quinta-feira (22), os ministros do TSE, Dias Toffoli e Estela Aranha, manifestaram duras críticas à condução da campanha presidencial, classificando como “vergonhoso” o nível das propagandas eleitorais baseadas em acusações recíprocas de crimes.

Em sessão plenária, os magistrados discutiram sobre os ataques realizados na disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Essa propaganda negativa desconstrói a necessidade de projetos políticos de nação. Ficar falando fulano é isso, ciclano é aquilo, amigo de fulano fez isso, assessor de fulano fez isso. Isso não é campanha eleitoral. Me desculpe, mas isso é vergonhoso”, afirmou Toffoli.

Estela Aranha criticou o excesso de acusações criminais nas propagandas e ponderou que, se o foco dos debates virar apenas a participação em crime organizado, “não temos campanha eleitoral”. Ela ressaltou que, se a Justiça Eleitoral aprovou o registro das candidaturas, é porque os candidatos não fazem parte de facções.

As críticas dos ministros do TSE ocorreram durante o julgamento de uma ação movida por uma colega de Flávio Bolsonaro (PL). Uma propaganda da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reproduziu a frase “Flávio é amigo de bandido, amigo de meliante” . Por maioria, os ministros decidiram permitir a veiculação da publicidade, desde que o rosto da mulher fosse borrado.

A tensão política entre Flávio e Lula gerou até quebra de sigilo financeiro. As campanhas dos candidatos firmaram acordo para divulgar dados bancários, fiscais e telefônicos dos candidatos e de familiares. Segundo o documento, a liberação deverá ocorrer de forma simultânea, em um endereço eletrônico de acesso público.

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