Moradores de Kiev, capital da Ucrânia, receberam notificações sobre supostas ameaças química e nuclear na noite deste domingo (1º). Os avisos foram enviados pelo aplicativo oficial “Alerta Aéreo”, que também indicou risco de combates nas ruas e de ataques com mísseis em diferentes regiões do país.
As mensagens provocaram preocupação entre os usuários, mas as autoridades ucranianas afirmaram que não havia ameaça radioativa. A Força Aérea do país informou que o aplicativo provavelmente havia sofrido uma interferência externa.
De acordo com a publicação ucraniana Ukrainska Pravda, o primeiro alerta incomum apareceu por volta das 22h47, no horário local, indicando perigo de radiação em Kiev. Na sequência, foram exibidas notificações sobre ameaça química e possíveis confrontos nas ruas da capital.
O aplicativo também apresentou uma mensagem em russo que mencionava um suposto alerta nuclear e o lançamento de um míssil Oreshnik. Apesar das notificações, as sirenes de alerta aéreo não foram acionadas.
Força Aérea descarta ameaça radioativa
Às 23h02, a Força Aérea da Ucrânia publicou um comunicado informando que o aplicativo provavelmente havia sido alvo de uma ação externa.As autoridades foram categóricas ao negar o risco de radiação e orientaram a população a manter a calma e acompanhar as informações divulgadas pelos canais oficiais.
A hipótese de ataque hacker também foi mencionada por Andrii Kovalenko, ex-chefe do Centro de Combate à Desinformação do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia. Ele afirmou que poderia ter ocorrido um acesso não autorizado ao sistema e pediu que a população aguardasse manifestações oficiais.
Até a divulgação das primeiras informações, não havia confirmação pública sobre a autoria da possível invasão nem detalhes técnicos sobre como o aplicativo foi comprometido.
Aplicativo é usado para alertas de guerra
O “Alerta Aéreo” é uma ferramenta utilizada na Ucrânia para avisar a população sobre ameaças durante a guerra contra a Rússia. O sistema envia notificações sobre ataques aéreos e outros riscos, permitindo que os moradores procurem abrigo quando necessário.
O episódio reforçou a preocupação com a disseminação de informações falsas em meio ao conflito, especialmente quando mensagens enganosas envolvem riscos nucleares e químicos.
