Política

TSE confere sistemas eleitorais antes do 2º turno; Nunes Marques destaca segurança

A Corte informou que os programas conferidos correspondem às versões assinadas e lacradas.

Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou neste sábado (24) a cerimônia de verificação dos sistemas eleitorais e emissão da zerésima, na véspera do segundo turno das eleições de 2026. Esses programas transmitem, recebem e totalizam os resultados da votação.

Durante a cerimônia, equipes do tribunal compararam os sistemas instalados nos equipamentos do TSE com as versões que a Justiça Eleitoral assinou digitalmente, auditou e lacrou. Segundo o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, a checagem pública reforça o compromisso com a transparência e a segurança do processo eleitoral.

A equipe técnica conferiu quatro programas: Transportador Web, Receptor de Arquivos de Urna (RecArquivos), Informação de Arquivos de Urna (InfoArquivos) e Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot). Cada um atua em uma etapa do processamento dos resultados.

Para verificar os arquivos, os técnicos inicializaram os sistemas e compararam suas assinaturas digitais e seus resumos, conhecidos como hashes, com os registros oficiais. Esses códigos funcionam como identificadores: se alguém altera um arquivo, o hash também muda. De acordo com o TSE, a comparação terminou sem divergências.

Nunes Marques afirmou que a checagem confirmou a integridade dos programas. Além disso, destacou a participação de partidos políticos, entidades fiscalizadoras, órgãos de controle e observadores internacionais no ciclo de auditoria dos sistemas.

A cerimônia encerra uma etapa de um processo iniciado antes da votação. Em setembro, a Justiça Eleitoral assinou digitalmente e lacrou os sistemas, concluindo o desenvolvimento dos programas. Desde então, as verificações podem apontar eventuais mudanças nos arquivos.

Auditorias continuam no dia da votação

Neste domingo (25), a Justiça Eleitoral realizará o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas e o Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais. Representantes de partidos, do Ministério Público, de entidades fiscalizadoras e da sociedade civil podem acompanhar os procedimentos.

No Teste de Integridade, a equipe digita nas urnas os votos registrados em cédulas de papel. Em seguida, compara os resultados com os registros emitidos pelos equipamentos. Já o Teste de Autenticidade verifica se o software da urna corresponde à versão que o TSE desenvolveu, auditou, assinou e lacrou.

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