Brasil

Justiça Eleitoral determina que Zema preste depoimento sobre uso de celular na votação

A Justiça Eleitoral determinou que Romeu Zema e os mesários da seção onde ele votou prestem esclarecimentos à Polícia Civil sobre o uso de celular na cabine de votação, em Araxá, no primeiro turno das eleições de 2026.

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

A Justiça Eleitoral determinou que Romeu Zema e os mesários da seção onde ele votou prestem esclarecimentos à Polícia Civil sobre o uso de celular na cabine de votação. A decisão foi tomada em 22 de outubro pelo juiz da 17ª Zona Eleitoral. O episódio ocorreu no primeiro turno, em 4 de outubro, na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, no Alto Paranaíba.

Agora, a investigação deve esclarecer as circunstâncias do caso. Para proteger o sigilo do voto, a legislação eleitoral proíbe o uso de celulares, câmeras e equipamentos semelhantes na cabine. Além disso, a apuração deverá esclarecer quais orientações foram dadas aos eleitores naquela seção.

Ministério Público Eleitoral acionou a Justiça

Depois que o caso veio a público, o Ministério Público Eleitoral pediu à Justiça que apurasse o episódio. Por isso, a ordem para ouvir Zema e os mesários busca esclarecer o que aconteceu. No entanto, a medida não determina, por si só, a responsabilidade de qualquer envolvido.

Na data da votação, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que o tribunal tomaria providências caso confirmasse a ocorrência. Além disso, declarou que o uso de celular na cabine é irregular e pode caracterizar crime.

Zema afirma que não recebeu orientação

Após votar, Zema disse a jornalistas que os mesários não o avisaram de que não poderia levar o celular à cabine. Também afirmou que não fotografou o voto. Segundo ele, caso tivesse recebido orientação, teria deixado o aparelho com a equipe da seção.

Em suas redes sociais, o ex-governador mineiro questionou a proibição e citou a ferramenta de “colinha virtual” do TSE. Em seguida, sua assessoria afirmou, em nota, que ele considera contraditório oferecer uma ferramenta para facilitar a votação e, ao mesmo tempo, proibir seu uso na cabine.

Com os depoimentos, a apuração deverá esclarecer o que aconteceu na seção. Até que a investigação termine, porém, as declarações sobre o episódio devem permanecer atribuídas a quem as fez.

Por fim, como informação complementar, Zema, do Novo, também foi candidato à Presidência da República em 2026. No primeiro turno, recebeu 326.486 votos, o equivalente a 0,27% do total.

As últimas

Para o topo