Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que empresas não podem fabricar, vender ou distribuir suplementos alimentares com ashwagandha no Brasil. A agência também orienta os consumidores a não usar esses produtos, porque a substância não aparece na lista de ingredientes autorizados para suplementos.
Em 21 de outubro, a Anvisa publicou o alerta após a repercussão do caso de uma mulher britânica que sofreu falência hepática, paradas cardíacas e danos cerebrais depois de usar o suplemento. A agência citou o episódio, mas não apresentou evidências de que produtos vendidos no Brasil tenham causado o caso.
Por que a Anvisa restringe a ashwagandha em suplementos
A Anvisa só permite que empresas usem ingredientes autorizados na composição de suplementos alimentares. Como a ashwagandha não aparece na lista permitida para essa categoria, fabricantes e comerciantes não podem oferecê-la como suplemento no país.
Além disso, a agência proíbe que empresas anunciem suplementos como cura, tratamento ou prevenção de doenças. Os fabricantes só podem divulgar benefícios que a Anvisa autorizou e conforme a redação prevista nas normas.
Como conferir se um suplemento é regular
A Anvisa recomenda que o consumidor examine a embalagem e consulte a situação do produto no sistema oficial. Como as regras passam por uma transição, empresas podem regularizar suplementos por registro ou notificação.
- Confira o rótulo: procure as expressões “Alimento registrado na Anvisa” ou “Alimento notificado na Anvisa”, seguidas do número correspondente.
- Consulte o produto: acesse o sistema de consulta de alimentos da Anvisa, escolha “busca avançada” e pesquise pelo número de registro ou de processo.
- Verifique a situação: a Anvisa informa que o status “ativo” indica regularização; já o status “inativo” significa que o produto não tem autorização.
- Leia as informações obrigatórias: confira a lista de ingredientes, o modo de uso, as advertências, as restrições, a tabela nutricional, a validade, a origem e o número do lote.
- Desconfie de promessas terapêuticas: fabricantes não podem anunciar suplementos como cura, tratamento ou prevenção de doenças.
A Anvisa não mantém um banco de dados nacional de suplementos que as vigilâncias sanitárias estaduais ou municipais regularizam diretamente. Por isso, quem tiver dúvidas sobre esses produtos deve procurar a Vigilância Sanitária da cidade onde o fabricante opera. O consumidor encontra o endereço da empresa na embalagem.
Mesmo quando um produto está regularizado, isso não significa que todas as pessoas devam usá-lo. A Anvisa recomenda que profissionais de saúde orientem o consumidor sobre a necessidade, o tipo, a quantidade e a forma de uso.
