O Brasil tinha 49.695 pessoas à espera de transplante em 31 de outubro de 2026, segundo levantamento publicado pelo g1. Desse total, 46.132 aguardavam um rim. Além disso, o país havia realizado 7,4 mil transplantes desde o início do ano.
Depois do rim, fígado e coração reuniam as maiores filas, com 2.377 e 516 pessoas, respectivamente. A lista também incluía 372 pacientes à espera de transplante duplo de pâncreas e rim. Além deles, 265 aguardavam um pulmão, 29 um pâncreas e quatro um transplante multivisceral.
São Paulo concentra a maior fila
ão Paulo liderava a lista, com 23.700 pessoas à espera de transplante. Em seguida, apareciam Minas Gerais, com 4.424 pacientes; Bahia, com 2.792; Paraná, com 2.751; e Rio de Janeiro, com 2.690.
Veja os números por estado:

A relação apresenta dados de 24 unidades da Federação. Amapá, Roraima e Tocantins não aparecem na lista.
Rim representa a maior parte da demanda
A fila por rim supera com folga a dos demais órgãos. Isso ocorre, entre outros fatores, porque doenças como diabetes e pressão alta podem danificar os rins gradualmente e comprometer suas funções.
Enquanto aguardam o transplante, parte dos pacientes faz hemodiálise. Esse tratamento substitui algumas funções dos rins e pode ajudar a pessoa a esperar pelo procedimento. Além disso, a gravidade do quadro e a compatibilidade entre doador e receptor também influenciam a distribuição dos órgãos.
O Sistema Único de Saúde (SUS) administra a lista, que reúne pacientes da rede pública e da rede privada. A ordem considera o tempo de inscrição e, ao mesmo tempo, leva em conta a gravidade do caso e a compatibilidade.
Como manifestar o desejo de doar
Órgãos como rins, fígado e coração podem ser doados após a confirmação de morte encefálica. Já a córnea pode ser doada depois da morte. Em vida, a pessoa também pode doar um rim, parte do fígado ou medula óssea, conforme os critérios médicos.
Para manifestar esse desejo, a pessoa pode fazer um registro na carteira de identidade ou emitir a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) pela internet e validá-la em cartório. No entanto, o registro não substitui a autorização da família. Por isso, conversar com os familiares sobre a decisão continua sendo importante.
