Política

Fake news: TSE rebate Flávio Bolsonaro e afirma que é falsa informação sobre retirada de fiscais do PL

Prédio Tribunal Superior Eleitoral (Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE)

Tribunal diz que dois representantes do partido acompanharam a fiscalização das urnas e a divulgação dos resultados em áreas autorizadas. Após a derrota no segundo turno, senador afirmou que pretende pedir a anulação da eleição

Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou nesta segunda-feira (26) que é falsa a informação de que fiscais do Partido Liberal (PL) foram retirados da chamada sala-cofre da Corte durante a apuração das eleições presidenciais de 2026. O esclarecimento foi publicado após declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado no segundo turno realizado no domingo (25).

Em nota divulgada na página oficial da Justiça Eleitoral, o tribunal explicou que a sala-cofre não é aberta à visitação. Segundo o TSE, outros espaços da instituição, como a Sala de Totalização, podem ser acessados por fiscais partidários, observadores internacionais, advogados e integrantes do Ministério Público para acompanhar a apuração e a divulgação dos resultados.

De acordo com a Corte, dois fiscais do PL estiveram no tribunal durante o processo eleitoral. Os representantes acompanharam o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do prédio, e a totalização dos votos na Sala de Totalização. Também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, localizada no quinto andar.

O TSE informou ainda que existem registros de presença nos locais visitados e imagens da Sala de Totalização que, segundo o órgão, comprovam o acesso dos fiscais às áreas autorizadas. A manifestação foi publicada na seção de checagem Fato ou Boato, mantida pela Justiça Eleitoral.

Flávio questiona resultado e anuncia pedido de anulação

Após a proclamação do resultado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, Flávio Bolsonaro afirmou que não reconhecia o resultado da eleição e declarou que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação do pleito.

O senador também questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação em âmbito nacional. Flávio argumentou que a medida teria provocado desigualdade entre eleitores e criticou a atuação do magistrado.

A extensão do horário ocorreu após pedidos relacionados a dificuldades de transporte e outras ocorrências registradas durante a votação. Tanto a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto a de Flávio Bolsonaro haviam solicitado mudanças no horário, embora com justificativas e abrangências diferentes.

Lula foi reeleito no segundo turno

Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente da República no domingo (25), ao vencer Flávio Bolsonaro no segundo turno. O resultado foi anunciado pelo TSE após a apuração dos votos.

A declaração de Flávio sobre os fiscais do partido e o anúncio de que pretende contestar o resultado ocorreram após a confirmação da derrota. Até a publicação das informações consultadas, o TSE havia rebatido especificamente a alegação sobre a retirada dos fiscais, enquanto o senador afirmava que acionaria sua equipe jurídica para questionar a eleição.

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