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Flávio Bolsonaro contesta eleição, apaga carta e passa a se chamar de ‘líder do Brasil’

Flávio Bolsonaro em ato de campanha. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Após deixar o Brasil, Flávio Bolsonaro contesta a vitória de Lula, alega fraude sem provas e altera carta publicada nas redes sociais.

(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Flávio Bolsonaro (PL) contestou o resultado do segundo turno da eleição presidencial e se autodenominou “presidente eleito” em uma carta publicada nas redes sociais nesta quarta-feira (28). Após divulgar a primeira versão, o senador apagou a publicação e compartilhou um novo documento, no qual substituiu as expressões “presidente eleito” e “verdadeiro presidente do Brasil” por “líder” e “líder do Brasil”.

O parlamentar publicou as mensagens após deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos, onde afirma estar com a família e em segurança. Na carta, ele acusa o processo eleitoral de fraude, mas não apresenta provas para sustentar as alegações. Flávio também critica o Judiciário e afirma sofrer perseguição política.

A primeira versão do documento trazia acusações contra os responsáveis pela eleição e defendia a anulação do resultado. “Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito”, escreveu o senador. Na segunda publicação, ele substituiu o trecho por uma declaração na qual se apresenta como líder.

Flávio também questiona a prorrogação do horário de votação no último domingo. A medida foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedidos das campanhas de Lula e do próprio senador, motivados por problemas no transporte público e pelas condições climáticas.

Segundo os dados apresentados no relato, menos de 35 mil votos foram registrados entre as 17h e as 19h daquele domingo. A diferença entre Lula e Flávio no Brasil, por sua vez, foi de 4,4 milhões de votos. Apesar disso, o senador classificou a votação como uma “impossibilidade matemática” e questionou a atuação da Justiça Eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o processo eleitoral ocorreu com transparência e segurança. A Corte também declarou não haver fraudes ou inconsistências que comprometessem a legitimidade da votação. Flávio, no entanto, contestou decisões judiciais e criticou a atuação de Zanin, que já atuou como advogado de Lula.

O Partido Liberal (PL), legenda de Flávio, adotou uma posição diferente da apresentada pelo senador. Em nota assinada pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, o partido reconheceu o resultado proclamado pelo TSE, embora tenha afirmado que os questionamentos levantados precisam ser esclarecidos. Após a confirmação da vitória de Lula, Flávio já havia declarado que pretendia pedir a anulação da eleição.

Na segunda-feira (26), antes de deixar o país, o senador mudou o discurso e passou a defender a cassação da chapa eleita, formada por Lula e Geraldo Alckmin. Ele alegou supostos abusos de poder político e econômico e acusou o presidente de utilizar a máquina pública para se reeleger. Na nova carta, Flávio afirma que pretende liderar a oposição a partir dos Estados Unidos e agradece a líderes internacionais, entre eles Javier Milei, presidente da Argentina, e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

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