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Willer Tomaz tem cinco imóveis em Angra além do disputado com Richarlison

Richarlison e Willer

Os registros incluem áreas na Ilha Comprida e na Ilha do José André, além de uma participação em uma casa na Ilha do Jorge.

Foto: Reprodução/Linkedln (Willer Tomaz)| Instagram @richarlison

Um levantamento do g1 em registros de cartório e sistemas da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) identificou cinco imóveis ou participações em áreas de ilhas de Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, além da área que o advogado Willer Tomaz disputa com o jogador do Tottenham Richarlison.

Segundo a reportagem, empresas associadas a Tomaz aparecem vinculadas a imóveis em diferentes ilhas. Na Ilha Comprida, a WT Administração de Imóveis e Bens adquiriu três áreas em setembro de 2021, com 175,2 mil m², 32,8 mil m² e 181,8 mil m², que somam 389,8 mil m². Além delas, a empresa adquiriu, em julho de 2022, o imóvel de 2,1 mil m² disputado com Richarlison.

Ainda na Ilha Comprida, fica o imóvel de 2,1 mil m² disputado com Richarlison. Já na Ilha do José André, a empresa Friponor Brasil Turismo, Empreendimentos e Participações adquiriu, em 2008, uma área de 57,3 mil m².

Por fim, na Ilha do Jorge, Tomaz afirmou ao g1 que comprou, em 2022, uma participação de 25% em uma casa administrada pela Prime You.

Disputa com Richarlison

O imóvel em disputa também fica na Ilha Comprida. Richarlison afirma que ocupa a casa desde 2020 e que investiu cerca de R$ 10 milhões no local por meio da empresa Sport 70. Tomaz, por sua vez, contesta essa versão: sustenta que adquiriu legalmente os direitos de ocupação e afirma que o jogador negociou com posseiros que não seriam os ocupantes legítimos.

Em setembro de 2021, a Sport 70 pediu à SPU que regularizasse o uso do imóvel. No entanto, o processo não avançou. Já em 2022, uma empresa que constava como ocupante solicitou a regularização e a autorização para transferir o direito de ocupação. Depois disso, a WT Administração de Imóveis e Bens recebeu a transferência.

A disputa patrimonial, porém, é diferente da ação sobre as manifestações públicas do jogador. Em outubro, a Justiça do Distrito Federal negou um pedido urgente de Tomaz e da WT para obrigar Richarlison a remover publicações ou impedi-lo de falar sobre o caso.

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