O último debate presidencial antes do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), nesta sexta-feira (23), terá quatro blocos de perguntas e respostas, regras específicas para a movimentação dos candidatos no estúdio e checagem em tempo real das principais declarações feitas durante o confronto.
A mediação será do jornalista César Tralli, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro (RJ). Nos três primeiros blocos, apenas o candidato que estiver com a palavra poderá circular pelo cenário. O adversário deverá permanecer no púlpito até chegar sua vez de falar. A dinâmica foi definida pela TV Globo para organizar o confronto e limitar interrupções durante as respostas.
No primeiro bloco, os candidatos participarão de rodadas de perguntas relacionadas às regiões do país e a um tema nacional. Cada um terá tempo determinado para administrar pergunta, resposta, réplica e tréplica.
No segundo e no terceiro blocos, os temas serão escolhidos pelos próprios candidatos a partir de opções apresentadas no estúdio. A estrutura de confronto direto será mantida.
O quarto bloco será de tema livre. Lula e Flávio Bolsonaro terão tempo próprio para administrar as intervenções, sem número previamente fixado de perguntas dentro do período disponível. A ordem das participações será definida por sorteio conduzido pelo mediador.
Checagem será feita durante o debate
Além das regras de confronto, uma operação de verificação acompanhará as falas dos dois candidatos durante toda a transmissão.
O Fato ou Fake, serviço de checagem do Grupo Globo, terá uma equipe de mais de 30 jornalistas das redações da TV Globo, g1, GloboNews, O Globo, Valor Econômico, Extra e CBN dedicada à análise das declarações.
As falas selecionadas poderão receber três classificações: #FATO, quando a informação estiver de acordo com os dados verificados; #FAKE, quando for considerada falsa; e #NÃOÉBEMASSIM, quando houver elementos verdadeiros, mas apresentados de forma imprecisa, incompleta ou fora de contexto.
As primeiras checagens serão publicadas ainda durante o debate. O trabalho continuará após o encerramento da transmissão, já que algumas afirmações exigem análise mais detalhada, consulta a bases oficiais, documentos, autoridades ou especialistas.
Segundo o método divulgado pelo próprio Fato ou Fake, apenas declarações verificáveis por meio de dados e informações objetivas entram no processo de checagem. Opiniões, ataques pessoais e previsões sobre o futuro ficam fora da classificação.
Para acelerar o trabalho, as falas dos candidatos são transcritas em tempo real e distribuídas entre repórteres e editores. A tecnologia auxilia na decupagem, mas a apuração e a decisão sobre a classificação ficam sob supervisão dos jornalistas.
Serviço funciona desde 2018
O Fato ou Fake foi criado em 2018 e reúne profissionais de diferentes veículos do Grupo Globo. Desde então, participa da cobertura de eleições presidenciais, estaduais e municipais, além de entrevistas e sabatinas com candidatos.
Nas eleições municipais de 2024, o sistema de checagem durante os debates já havia sido utilizado em tempo real. Em 2026, a equipe também verificou entrevistas e sabatinas com candidatos à Presidência e aos governos estaduais ao longo da campanha.
As checagens do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro serão publicadas no g1 e nos sites de O Globo, Valor Econômico, Extra e CBN. A GloboNews também programou uma edição especial após o debate para apresentar as verificações realizadas ao longo da noite.
