O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta sexta-feira (30), que decidiu deixar o Brasil por conta própria e sem comunicar seus planos a aliados políticos. Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, o parlamentar explicou os motivos da viagem aos Estados Unidos e negou que outras pessoas tenham participado da decisão.
Segundo Flávio, apenas sua esposa sabia da intenção de deixar o país. Ele justificou o sigilo como uma forma de evitar possíveis interferências no planejamento. “A decisão eu tomei junto com a minha esposa, sem que ninguém soubesse, até porque se soubesse a chance de dar errado seria maior”, declarou. Na sequência, pediu que seus apoiadores não responsabilizassem terceiros pela saída.
Flávio Bolsonaro alega perseguição política
Durante o pronunciamento, o senador afirmou que sua permanência no Brasil poderia limitar sua atuação política. Segundo ele, a saída permitirá ampliar suas manifestações públicas sem sofrer o que considera perseguição e censura por parte das instituições brasileiras.
Flávio também mencionou a situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar, e de seu irmão Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos. O parlamentar relatou que, durante uma visita ao pai, foi surpreendido por uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo a apreensão de seus passaportes e a proibição de deixar o território nacional.
O senador afirmou que decidiu sair do país para evitar uma possível prisão e continuar exercendo sua influência política no exterior. Ao justificar a viagem, rejeitou a interpretação de que teria fugido do Brasil. “Não saí do Brasil, saí pelo Brasil”, declarou. Para ele, a distância permitirá atuar como uma voz mais ativa de seus apoiadores.
Senador promete continuar atuação política no exterior
Além das críticas ao Judiciário, Flávio questionou o cenário político brasileiro e a legitimidade do resultado eleitoral. Durante a transmissão, utilizou a expressão “gols de mão” para contestar o processo e afirmou que o país vive um regime de exceção. Também criticou o que considera intimidação de parlamentares e restrições à atuação da oposição.
Como parte de seu discurso, o senador apontou o Congresso Nacional, especialmente o Senado Federal, como um espaço de resistência política. Nesse contexto, defendeu o apoio a Rogério Marinho para a presidência da Casa, argumentando que a oposição precisa fortalecer sua atuação institucional para conter os abusos que atribui ao atual governo.
Por fim, Flávio pediu que seus apoiadores permaneçam unidos e continuem se manifestando politicamente. O parlamentar também projetou dificuldades econômicas para o Brasil em razão das políticas do governo e afirmou que sua atuação não será interrompida pela mudança de país. Ele ainda declarou que está disposto a disputar novamente a Presidência da República, caso seja necessário.
