O deputado federal André Janones (Rede-MG) viajou a Buenos Aires, nesta segunda-feira (2), para compartilhar estratégias de mobilização digital com a oposição argentina. O parlamentar ofereceu ajuda para tirar Javier Milei do poder. A próxima eleição presidencial no país vizinho será em 24 de outubro de 2027.
Janones se reuniu com o ex-ministro da Economia e ex-candidato à presidência, Sergio Massa (da Frente Renovadora), para discutir a criação de uma frente ampla contra o atual governante Milei. O deputado apresentou a integrantes da oposição argentina o modelo do “Exército do Lula“, uma rede de distribuição descentralizada de conteúdo via WhatsApp e redes sociais utilizada na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa mobilização tornou a virada inédita de Lula possível no segundo turno.
Depois de influenciar na eleição do Brasil, Janones quer impedir uma reeleição de Milei na Argenina. Nesta segunda-feira, um perfil chamado “Ejército del peronismo” publicou um vídeo no qual o deputado convoca, em espanhol, os argentinos ao canal de Whatsapp do grupo.
“Olá, aqui é André Janones, general do Exército de Lula. Venho, por meio desta mensagem, convidar todos os argentinos e dizer a vocês: unam-se, pois é possível vencer, é possível alcançar o sucesso. Espero que a vitória do presidente Lula inspire todos os argentinos a dizer: sim, nós podemos derrotar a extrema-direita. Estamos unidos, de mãos dadas, para afirmar que sim: vamos derrotar Milei e a extrema-direita”, disse.
O encontro com Massa aconteceu no escritório da Frente Renovadora. Também participaram do encontro os publicitários Chico Kerstész e Rafael Marroquim, que fizeram parte da campanha de Lula. A reunião durou cerca de duas horas, segundo o jornal argentino La Nacion.
“Massa ouviu relatos em primeira mão sobre a experiência do exército de Lula, da qual busca aprender, e contou-lhes como está sendo organizada a Frente Nacional Anti-Milei”, disse uma fonte da Frente Renovadora ao jornal argentino.
A agenda de Janones na Argentina também incluiu reunião com a ex-presidente Cristina Kirchner, que cumpre prisão domiciliar e avalia seus direitos políticos para uma eventual nova disputa eleitoral.
